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Serial killers and Autism

A study in 2014 showed that from 239 serial killers and mass murders, the authors “identified” that 133 showed no evidence of autism or brain injury and 67 (or 28%) are described as having possible, probable, or definite autism. Another study even suggests a new diagnosis called Criminal Autistic Psychopathy

Does this mean autistic people are more likely to commit murder? No.

Only 6 of the killers actually had a diagnosis of Autism, which matches with the normal amount of autistic people in general population. The rest was pure speculation of the author based on “reports”. Those reports include the Murderpedia website and media articles.

Their cut off to include a serial killer as probably/possible Autism Spectrum Disorder (ASD) was being described as ‘odd’ to being a loner, with few friends or withdrawn. This is not what ASD is, and in no way this could be equivalent of a possible ASD diagnosis. This is speculation based on steoreotypical assumptions of ASD at best.

A common thread of serial killers and mass murders is also trauma, which might cause children to have PTSD, with traits like isolation, not looking in the eyes and not liking being touch, similar to the autism spectrum. From the 67 autistic serial killer they speculate, 40 had psychosocial stressors, like childhood abuse or other traumatic events. So, are they reading in Murderpedia the result of PTSD and mental illness from abuse (that makes someone 3 times more likely to commit those offenses, according to the same study), or ASD? From the 6 that had diagnosis of Autism, all of them had psychosocial stressors. So, is it the ASD that correlates with violence, or trauma? Would those 6 commit violent offenses, even if they were not autistic?

We can’t assume that increased percentages of trauma results in violent offenders, and can’t call it trauma psycopathy, because not all people that suffered through traumatic events, will commit a violent crime. The same happens with Autism or any other neurodiversity or mental illness.

This also plays on the idea that autistic people don’t have empathy, which is not true. Some autistic people don’t have intuitive empathy due to Alexythimia, not autism, and even those, can have learned empathy and compassion. We just don’t display empathy as neurotyical people do, but some are even hyperempathic.

Lumping the phenotype of serial killers that seem to have no empathy, with ASD, as this study implies, it is scientifically and ethically irresponsible and incorrect. For both ASD and violent offenders might be perceived as empathy-lacking, a lot of assumptions had to be made, and scientific links besides they “seem” to not have empathy are non-existent. This type of reports, based on pseudo-science and statistical manipulation to make headlines in newspapers, are incredibly irresponsible to assume a link to a sector of the population who already have so much stigma and isolation. Austitic people deserve better.

If you want a better indicator, and searching in the same database they said they did, 90.8% of the serial killers and mass murders are men. However, I haven’t read an article called Male Psycopathy.


Um estudo de 2014 mostrou que de 239 assassinos em série e em massa, os autores “identificaram” 133 que não apresentavam evidências de autismo ou lesão cerebral e 67 (ou 28%) são descritos como Autismo possível, provável ou definitivo. Outro estudo até sugere um novo diagnóstico chamado Psicopatia Autista.
Isso significa que as pessoas autistas têm maior probabilidade de cometer assassinato? Não.

Apenas 6 dos assassinos realmente tiveram um diagnóstico de autismo, o que corresponde à quantidade normal de pessoas autistas na população em geral. O resto foi pura especulação do autor com base em “relatos”, que incluem o site da Murderpedia e artigos de jornais. As características para incluir um assassino como provável/possível Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) foi ser descrito como “estranho” ou ser solitário, com poucos amigos ou retraído. Isso não é o que TEA é, e de forma alguma isso poderia ser equivalente a um possível diagnóstico de TEA. Esta é uma especulação baseada em suposições e ideias estereotípicas de TEA, na melhor das hipóteses.

Um traço comum de assassinos em série e assassinatos em massa também é o trauma, que pode fazer com que as crianças tenham stress pós-traumático, com características como isolamento, não olhar nos olhos e não gostar de ser tocado, semelhante ao espectro do autismo. Dos 67 assassinos em série que eles especulam ser autistas, 40 tinham estressores psicossociais, como abuso na infância ou outros eventos traumáticos. Então, eles estão a ler na Murderpedia o resultado de trauma ou doença mental resultante de abuso (que torna 3 vezes mais propenso a ser violento, de acordo com o mesmo estudo), ou TEA? Dos 6 que tiveram diagnóstico de autismo, todos apresentavam estressores psicossociais. Então, é o TEA que se correlaciona com assassinato em série ou trauma? Se estes 6 não fossem autistas, iriam ser violentos na mesma? Não sabem.

Não podemos presumir que a presença de traumas resulte em agressores violentos e não podemos chamar isso de Psicopatia do trauma, porque nem todas as pessoas que sofreram eventos traumáticos cometerão um crime violento. O mesmo acontece com o Autismo ou qualquer outra neurodiversidade ou doença mental.

Isso também joga com a ideia de que pessoas autistas não têm empatia, o que não é verdade. Algumas pessoas autistas não têm empatia intuitiva devido à alexitimia, não ao autismo, e mesmo essas, podem ter empatia aprendida e compaixão. Simplesmente não demonstramos empatia como as pessoas neurotípicas, mas alguns autistas são até hiper-empáticos. Este tipo de estudos “científicos” são incrivelmente irresponsáveis ​​em assumir um vínculo com um setor da população que já possui tanto estigma e isolamento.

Agrupar o fenótipo de assassinos que parecem não ter empatia com TEA, como este estudo sugere, é cientificamente irresponsável e incorrecto. Tanto para TEA quanto para infractores violentos parecerem ter carências de empatia, muitas suposições tiveram que ser feitas e as ligações científicas além de “parecerem” não ter empatia são inexistentes.

O estigma e o medo das condições de neuro-desenvolvimento como o autismo são alimentados por relatórios não científicos como estes que usam a pseudociência e a manipulação estatística para chegar às manchetes dos jornais. Os autistas merecem melhor.

Se quiser um indicador melhor para assassinos em série, e ao pesquisar no mesmo banco de dados que eles disseram que procuraram, 90,8% dos assassinos em série e assassinatos em massa são homens. No entanto, não li um artigo chamado Psicopatia Masculina.

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