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Again, the use of “Autistic” as an insult – Jornal de Negocios

This week, Camilo Lourenco, in Jornal de Negocios (Portugal), said the following:

“The first happened when she asked:” But does anyone think that other countries are not facing exactly the same problems? ” Only an autistic person of the worst (and I apologize to the true autistic people) is able to say such stupidity considering the cold reality of the numbers ”

I sent an email to Camilo Lourenço, who did not answer me, and to Jornal de Negócios, in which the Director replied:

“I understand the squeamishness and revolt that the use of the word autism can provoke, but, as the author mentions in the text, his intention is not to be insulting to those with this clinical condition, just to point out a behavior that is detached from reality, that the word also means. In any case, I understand your point of view and recognize that the use of the word is unfortunate. I am sorry for the inconvenience caused. “

To which I replied: “I understand the intention, and with all due respect, if they used a race or sexual orientation to insult or demonstrate something “inferior”, it would be accepted globally as prejudice. However, for some reason, when it’s about autistic people, is considered to be “has no intention of being insulting”and “it is an expression”. No, I am not an expression to be used when you want to talk about something that is inferior. I am a person, not an expression, and I am not inferior , nor “in other world.” In the last year I have been fighting tirelessly to eliminate the stigma of Autism in Portugal, and I cannot tell you how many times I had to explain that Autism is not a disease, and we are not, in any way, unaware of reality. In fact, our brain is hyperconnected to the world, and it is only misinformation that leads to this idea that only perpetuates stereotypes and myths about Autism, which directly influences our quality of life. I understand that “there is no intention to be prejudiced”. However, you were. “

Finally, they said: “This stigma is even enshrined in the dictionaries, but I give you the whole point.”

Well, I went to search the Portuguese dictionaries online for this type of description, and I only found it in ONE online dictionary in Brazil, that mentioned Autism as a condition where the person is “detached from reality”. Besides that one, Autistic = person with Autism. Even dicio.com.br has changed its definition of Autism in recent months. And so, this shows precisely that the concept of being autistic, is only related to a person with the condition. In ZERO dictionaries, I found “expression to identify a person detached from reality”. Much less did I find the definition “person who says stupidity”, as the business newspaper accepted in Camilo’s text. It may be that the dictionaries available for the Journal are out of date, but as Sherlock Holmes said:

“The simplest explanation for some phenomenon is more likely to be accurate than more complicated explanations.”

And in that spirit, he would say that it is not the lack of access to updated dictionaries, nor of Google to research Autism, but only ableism and prejudice.


Novamente, o uso de “autista” como um insulto – Jornal de Negócios

Esta semana, Camilo Lourenco, no Jornal de Negocios, disse o seguinte:

“O primeiro sucedeu quando perguntou: “Mas alguém acha que os outros países não enfrentam exatamente os mesmos problemas?” Só um autista do pior (e peço desculpa aos verdadeiros autistas) é capaz de dizer uma estupidez destas tendo em conta a realidade fria dos números”

Eu enviei um e-mail a Camilo Lourenço, que não me respondeu, e ao Jornal de Negócios, em que o Diretor, respondeu:

“Compreendo o melindre e revolta que a utilização da palavra autista possa provocar, mas, como o autor refere no texto, o seu intuito não é ser insultuoso para com quem tem este estado clínico, apenas salientar um comportamento de alheamento da realidade, que a palavra também significa. De todo o modo compreendo o seu ponto de vista e reconheço que o uso da palavra é infeliz. Lamento o incómodo causado.”


Ao que eu respondi: “Eu compreendo a intenção, e com todo o respeito, se utilizassem uma raça ou uma orientação sexual para insultar ou demonstrar algo “inferior”, seria aceite globalmente como preconceituoso. No entanto, por alguma razão, quando são os autistas, é tido como “não tem intenção de ser insultuoso”, é uma expressão. Não, eu não sou uma expressão para ser utilizada quando querem falar de algo que é inferior. Eu sou uma pessoa, não uma expressão, e não sou inferior, nem “alheada”. Tenho no ultimo ano lutado incansavelmente para eliminar o estigma do Autismo em Portugal, e não lhe consigo dizer quantas vezes tive que explicar que Autismo não é doença, e não temos, de nenhuma forma, alheamento da realidade. De facto, o nosso cérebro esta hiperconectado ao mundo, e é apenas a desinformação que leva a esta ideia que apenas perpetua estereótipos e mitos sobre o Autismo, que influencia directamente a nossa qualidade de vida.Eu compreendo que não “haja intenção de ser preconceituoso”. No entanto, foram.”


Por fim, disseram: “Esse estigma está até consagrado nos dicionários, mas dou-lhe inteira razão. Se tratarmos o tema lembrar-me-ei da sua disponibilidade.”


Ora bem, eu fui pesquisar nos dicionários portugueses online por este tipo de descrições, e apenas o encontrei em UM dicionário online do Brasil.De resto, Autista = pessoa com Autismo. Ate o dicio.com.br alterou nos últimos meses a sua definição sobre Autista. E portanto, isto mostra precisamente que o conceito de ser autista, tem apenas relação com q pessoa com autismo. Em ZERO, encontrei “expressão para identificar pessoa alheada”. Muito menos encontrei a definição “pessoa que diz estupidezes”, como o jornal de negócios aceitou no texto de Camilo. Pode ser que os dicionários disponíveis para o Jornal de negócios estejam desatualizados, mas como dizia Sherlock Holmes:

“A explicação mais simples para algum fenômeno é mais provável de ser precisa do que explicações mais complicadas.”

E nesse espirito, diria que não e a falta de acesso a dicionários actualizados, nem de Google para pesquisar sobre Autismo, mas apenas capacitismo e preconceito.

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