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Women’s Unpaid Work

Unpaid work includes cooking, housework, gardening, elderly care, childcare and others.

Unpaid work is not included in the countries GDP (Gross Domestic Product), however there are some economic theories that it should, since in Africa, for example, gathering firewood, is a very productive and essential activity in the rural area. However, it hasn’t been included since it was associated as women’s work.

If we want a proper distribution of work, we need to consider unpaid work into the GDP, and to implement policies for redistribution of work, and to free women from it, as much as possible.

If you would like more information on the value of unpaid work, policies for redistribution and introduction in the GDP check “Reducing and Redistributing Unpaid Work: Stronger Policies to Support Gender Equality” or UNWomen.


Mulheres e meninas fazem 12.5 biliões de horas de trabalho não pago por dia, globalmente, o que contribui com 10.8 triliões de dólares, ao ano para a economia global (3 vezes maior que a indústria tecnológica).

Trabalho não pago inclui cozinhar, trabalho em casa, jardinagem, tomar conta de idosos e tomar conta de crianças, entre outros.

O trabalho não remunerado não está incluído no PIB (Produto Interno Bruto) dos países, no entanto, existem algumas teorias económicas que deveria ser, já que na África, por exemplo, recolher lenha, é uma actividade muito produtiva e essencial na área rural. No entanto, até hoje não foi incluído, pois está associado ao trabalho de mulheres.

Se queremos uma distribuição adequada do trabalho não pago, precisamos inclui-lo no PIB, implementar políticas de redistribuição do trabalho e libertar as mulheres dele, tanto quanto possível.

Se quiser mais informações sobre o valor do trabalho não pago, políticas para a sua redistribuição e introdução no PIB, veja: “Reducing and Redistributing Unpaid Work: Stronger Policies to Support Gender Equality” ou UNWomen.

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Fertility rate and Women’s Rights

Data from University of Washington’s Institute for Health Metrics and Evaluation

A new research showed that the population in several countries, as Spain and Japan, will lose half of their population until 2100, due to fertility rate decrease. The average of number of children a woman gives birth to fell from 4.7 in 1950 to 2.4 in 2017. If the number falls below approximately 2.1, then the size of the population starts to fall, and in 2100, is set on 1.7.

What is the difference?

Choice.

Women are choosing the children they want to have, with more access to employment, healthcare, abortion and contraception.

Instead of framing this data with the underlying insinuation of women’s selfishness of putting their body first than the economy, as I’ve seen a couple of newspapers do, maybe we need to rethink policies. A study in Denmark showed that childbearing accounts for 80% of the pay gap between women and men, giving us a specific target for future policies to improve birth rate. We need to reframe how mother’s work, with increase maternity and paternity leave, free childcare, flexible hours, incentives and benefits in the workplace.

In the UK, however, during the last economic crisis and the current pandemic, the first service to be cut was the childcare. Boris Johnson ordered the return of the British people to work, without providing childcare (which remains close) to women with children, making them 50% more likely to quit or get fired, during the coronavirus crisis, since they have to stay home with their child. In fact, not only he opened women’s works with nowhere to leave their kids, he also opened the Pubs first.

As we live in a society were Pubs are more important than childcare for women to be able to work, do not blame women for not wanting to care for a child. This is not the result of women sefishness, is the result of careless, sexist policies that continue to impact women around the world.

If you are in the UK, please write to your MP to open and increase funding of childcare services. You can do it through this link.


Uma nova pesquisa mostrou que a população de vários países, como Espanha e Japão, perderá metade da sua população até 2100, devido à diminuição da taxa de fertilidade. A média do número de filhos que uma mulher dá à luz caiu de 4,7 em 1950 para 2,4 em 2017. Se o número cair abaixo de aproximadamente 2,1, o tamanho da população começará a cair e, em 2100, é projectado em 1,7.

Qual é a diferença?

Escolha.

As mulheres estão a escolher os filhos que desejam ter, com mais acesso a emprego, saúde, aborto e contracepção.

Em vez de enquadrar esses dados com a insinuação subjacente do egoísmo das mulheres de colocar seu corpo em primeiro lugar que a economia, como já vi alguns jornais fazer, talvez seja necessário repensar políticas. Um estudo na Dinamarca mostrou que ter filhos é responsável por 80% da diferença salarial entre homens e mulheres, dando-nos uma meta específica para futuras políticas para melhorar a taxa de natalidade. Precisamos reformular o trabalho da mãe, com aumento da licença maternidade e paternidade, assistência infantil gratuita, horários flexíveis, incentivos e benefícios no local de trabalho.

No Reino Unido, no entanto, durante a última crise económica e a actual pandemia, o primeiro serviço a ser cortado foram os serviços para tomar conta de crianças. Boris Johnson ordenou o retorno do povo britânico ao trabalho, sem fornecer esta assistência (que permanecem fechadas) para mulheres com crianças, aumentando em 50% a probabilidade de se despedirem ou serem demitidas durante a crise do coronavírus, pois precisam ficar em casa com seus filhos. De facto, ele não apenas abriu os trabalhos das mulheres, mesmo que não tenham onde deixar os filhos, como também abriu os bares primeiro.

Como vivemos numa sociedade em que os bares são mais importantes que os cuidados infantis para as mulheres poderem trabalhar, não culpem as mulheres por não quererem cuidar de uma criança. Este não é o resultado de egoísmo das mulheres, é o resultado de políticas sexistas e descuidadas que continuam a impactar as mulheres em todo o mundo.

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Body image

Almost one in two of the respondents, between the age of 18 and 24-year-olds, said images on social media had caused them to worry about their own body image. Also one in three young adults were depressed due to the same issue.

Body image is seriously damaging the mental health and self-esteem of young adults all over the world, specially due to Social Media and Advertising.

It is important to ensure brands and Socia Media are responsible to share more real bodies, instead of unattainable figures from celebrities with a private personal trainers and nutritionists.

There are 1.6 million british people, mostly women, affected by eating disorders, according to Anorexia & Bulimia Care. During lockdown, there was an increase in pressure to maintain body expectations, besides everything else that already damages our mental health during the pandemic.

These numbers will only increase until we, as society, change the value we put into unrealistic body types. Avoid following those accounts in Social Media, and start following positive, body loving people, that incentivates us to love our own.


Um estudo britânico mostrou que um em oito adultos teve pensamentos suicidas devido a imagem corporal.

Quase um em cada dois dos entrevistados, entre 18 e 24 anos, disse que as imagens nas redes sociais os preocuparam com a própria imagem corporal. Também um em cada três jovens adultos sentiu-se deprimido devido ao mesmo problema.

A imagem corporal está a prejudicar seriamente a saúde mental e a auto-estima de jovens adultos em todo o mundo, principalmente devido às redes sociais e à publicidade.

É importante garantir que as marcas e redes sociais sejam responsáveis ​​por incluir mais corpos reais, em vez de figuras inatingíveis de celebridades com personal trainers e nutricionistas particulares.

Existem 1,6 milhões de britânicos, principalmente mulheres, que sofrem de distúrbios alimentares, de acordo com a organização Anorexia & Bulimia Care. Durante o confinamento, houve um aumento da pressão para manter as expectativas do corpo, além de tudo o resto que já prejudica a nossa saúde mental durante a pandemia.

Estes números só irão aumentar até que nós, como sociedade, alterarmos o valor que atribuímos a tipos de corpos irrealistas. Evite seguir essas contas nas redes sociais e comece a seguir pessoas positivas que amam o seu corpo, e nos incentivam a amar o nosso.

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COVID-19 Lockdown and Domestic violence

Data from Refuge

Since lockdown, domestic violence reports peaked in several countries. Obviously, lockdown didn’t caused the abuse, just exacebated it. Women are locked in a house with their abuser. With the pandemic, came money/job insecurities, health fears, reduced support and an increase of the amount of time women spend inside their home and away from other people.

According to World Health Organization, domestic violence reports might’ve increased until 60% in European countries.

A very disturbing statistic that UNWomen also provided is that before the pandemic less than 40% of women that experienced violence actually reported it or sought help. Less than 10% of women go to the Police for help. This statistics don’t come lightly. Women sometimes are stuck in financial dependance or the abuser uses their children as leverage. Also, we now have better support networks, but not long ago, if a women was going to the Police, they would just return her to her abuser. Although we have now incredible organizations in most countries, Governments need to do better to protect women. These numbers show clearly that we are still not doing enough.

If you or anyone you know is suffering through domestic violence, please visit https://www.nationaldahelpline.org.uk/ or call 0808 2000 247 (free phone call).


Texto em Português

A organização britânica Refuge registou um aumento de 66% nas chamadas para a Linha de Atendimento Nacional ao Abuso Doméstico e um aumento de 950% nas visitas ao site desde o início do confinamento.

Desde o início do confinamento, as denúncias de violência doméstica atingiram um pico em vários países. Obviamente, o confinamento não causou o abuso, apenas o exacerbou. Mulheres estão trancadas em casa com seu agressor. Com a pandemia, surgiram inseguranças com dinheiro/emprego, medos pela saúde, apoio reduzido e aumento da quantidade de tempo que as mulheres passam dentro de casa e longe de outras pessoas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, denúncias de Violência doméstica podem ter aumentado até 60% em países europeus.

Uma estatística muito perturbadora que a UNWomen também forneceu é que, antes da pandemia, menos de 40% das mulheres que sofriam violência realmente a relataram ou procuraram ajuda. Menos de 10% das mulheres vão à polícia em busca de ajuda. Esta estatística não vem de ânimo leve. Muitas mulheres ficam presas em dependência financeira ou o agressor usa seus filhos como ameaça. Para além disso, agora temos melhores redes de apoio, mas não faz muito tempo, se uma mulher fosse à Polícia, eles simplesmente a levavam de volta ao agressor. Embora agora tenhamos organizações incríveis na maioria dos países, os Governos claramente precisam fazer mais para as proteger. Estes números mostram que ainda não fazemos o suficiente.

Se você ou alguém que conhece sofre violência doméstica, visite https://apav.pt/ ou ligue para a 800 202 148 (grátis).

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Unpaid work during Lockdown

Data from Institute for Fiscal Studies and the UCL institute of education.

Unpaid work includes the time we do childcare, cook, transportation, do household chores or take care of family members. We already knew this work normally falls on the women, and that women do, globally, unpaid work valued in $10,9 trillions. In the UK this work contributes around £140 billions to the UK economy, more than the financial sector, according with UNWomen data and a Young Women’s Trust report.

With lockdown, childcare increased 35%, with schools and childcare services closed. Surprisingly, in case the father is in furlough, and the mother is working, they spend the same time on unpaid work, indicating that it still falls considerably on the women to do this work, even when is the only one working. In average, women did 2.3 hours more than fathers in childcare and 1.7 hours in housework.

Women were more impacted not only in unpaid work, but also in employment. Mothers were 47% more likely to have permanently lost their job or quit and 14% more likely to have been furloughed.

Men are now doing more unpaid work during lockdown than before, which is good news, and hopefully this extra work leads to equality in the household, but lockdown is clearly impacting women and men diferently and we need to ensure that all the work done for gender equality is not deleted due to this pandemic.


Texto em Português

O trabalho não remunerado inclui o tempo em que cuidamos das crianças, cozinhamos, usamos transportes, fazemos tarefas domésticas ou cuidamos de membros da família. Nós já sabíamos que esse trabalho normalmente recai sobre as mulheres e que elas fazem, globalmente, um trabalho não remunerado, avaliado em $10,9 triliões. No Reino Unido, este trabalho contribui com cerca de 140 biliões de libras para a economia do Reino Unido, mais do que o sector financeiro, de acordo com dados da UNWomen e de um relatório de Young Women Trust

Com o lockdown, o tempo com cuidados de crianças aumentou 35%, com escolas e serviços de assistência fechados. Surpreendentemente, caso o pai não esteja empregado e a mãe esteja, fazem o mesmo tempo de trabalho não remunerado, indicando que ainda cabe consideravelmente às mulheres fazer esse trabalho, mesmo quando são as únicas com emprego. Em média, mães fazem 2,3 horas a mais do que os pais em cuidados com os filhos e 1,7 horas em tarefas domésticas.

As mulheres foram mais impactadas não apenas no trabalho não remunerado, mas também no emprego. Mães têm 47% mais probabilidade de perderem permanentemente o emprego ou terem que deixar o emprego, e 14% maior probabilidade de ter que pedir assistência do Estado.

Os homens estão a fazer mais trabalho não remunerado durante o período de quarentena do que antes, o que é uma boa notícia, e esperemos que esse trabalho extra leve à igualdade dentro de casa, mas a pandemia está claramente a afectar as mulheres e homens de maneira diferente e precisamos garantir que todo o trabalho realizado para a igualdade de género não seja anulado devido a esta pandemia.

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365 Days – Abuse as Romance

Text in English (Vê a versão em Português abaixo)

Check the Independent review.

The new Netflix movie 365 dni or 365 Days is.. Disturbing. The online reaction to it, it is even more.

I know what you might think. It is just a movie. It is entertainment. Well, it is also the life of several women in abusive relationships. Just without the money and shopping and hot guy that apparently makes it look acceptable and romantic.

Let’s talk from a plot perspective.

A women is kidnapped by a Mafia boss from Italy who says she HAS to stay with him for 365 days until she falls in love with him.

Romantic?

Except when she is kidnapped and held against her will. When he threatens to kill her parents if she leaves. When she tries to leave and he punishes her. When he demands a flight attendant to be on her knees, not showing any sign of previous consent. When he grabs her by the neck and push her against walls. When he ties her up and leaves her there. When he blames her for a guy attempt to rape her. When he assaults her by throwing her from a boat, and blames her for it. I could go on but you got the picture.

One thing that some people seem to not realize is that she never gave any kind of consent, even when she verbally does. If a woman is threatened to stay in a relationship, where she can’t leave, any sexual encounter is non-consensual. Period. She is not staying because she wants to, she is staying because he demands it from her and it is a question of survival for her. Some women develop Stockolm Syndrome to survive. That is what this movie is portraying, not love, nor lust.

However Netflix romanticize the idea that a kidnapped and abused women has a nice life. She now has money, the actor is cute, so it is ok.

Michelle Knight, Amanda Berry and Georgina DeJesus, were kidnapped and held by Ariel Castro for 11 years, had a traumatizing agonizing experience.

Natascha Kampusch was kidnapped and held for more than 8 years. She got some sort of freedom at some point, but she was so terrified that she didn’t tried to escape, or call someone.

Jaycee Dugard. Elizabeth Smart

Or maybe to the 60 women that were killed by men in the UK where the men said in court they “wanted it”, and got lighter sentences or got away with murder by using the “rough sex” defense. (Please check @WeCan’tConsentToThis).

Domestic abuse has several different types of agression, like gaslighting (when he blames her for things that are his fault for example), threats, dominance displays, and others, all showed in this movie. We are saying to our daughters that the red flags they are seeing are romantic and sexy, and to our sons that they just need to keep asking until she says yes (even when she says NO), she just need a good rough treatment.

So no, this is not just enterteinment. This is a movie that sells the distorted experiences of women that were kidnapped and suffered domestic violence, as consent and love.

Netflix learned nothing in the last years, and I truly hope their support of the #BlackLivesMatter movement lasts longer then their support for the #MeToo movement lasted.


Texto em Português

O novo filme da Netflix 365 dni ou 365 Dias é .. Perturbador, no mínimo.

Eu sei o que estás a pensar: “É apenas um filme. É entretenimento. “

Bem, é também a vida de várias mulheres em relacionamentos abusivos. Apenas sem o dinheiro, as compras e o gajo jeitoso que aparentemente faz com que pareça aceitável e romântico.

Vamos falar do enredo do filme.

Uma mulher é sequestrada por um chefe da Máfia Italiana que diz que ela TEM que ficar com ele por 365 dias até se apaixonar por ele.

Romântico?

Excepto quando ela é sequestrada e mantida contra a sua vontade. Quando ele ameaça matar os seus pais se ela se for embora. Quando ela tenta fugir e ele a castiga. Quando ele exige que uma comissária de bordo esteja de joelhos e lhe faça sexo oral, sem mostrar nenhum sinal de consentimento prévio. Quando ele a agarra pelo pescoço e a empurra contra as paredes. Quando ele a amarra e a deixa lá. Quando ele a culpa por um homem a tentar abusar sexualmente dela. Quando ele a ataca atirando-a de um barco para a água e a culpa por isso. Eu poderia continuar, mas já devem ter visto onde quero chegar.

Uma coisa que algumas pessoas parecem não perceber é que ela nunca deu nenhum tipo de consentimento, mesmo quando supostamente o fez verbalmente. Se uma mulher é ameaçada para permanecer em um relacionamento, de onde ela não pode sair, qualquer encontro sexual é não consensual. E ponto final. Ela não fica porque quer, fica porque ele exige que ela fique e é uma questão de sobrevivência para ela. Algumas mulheres desenvolvem a síndrome de Estocolmo para sobreviver. É isso que este filme está a retratar, não amor, nem luxúria.

No entanto, a Netflix acha correcto romantizar a ideia de que uma mulher sequestrada e abusada tem uma vida agradável. Ela agora tem dinheiro, o rapaz é giro, então está tudo bem.

Michelle Knight, Amanda Berry e Georgina DeJesus, três mulheres que foram sequestradas e mantidas por Ariel Castro por 11 anos, tiveram uma experiência agonizante.

Jaycee Dugard foi sequestrada e mantida em cativeiro por 18 anos. Ela teve algum tipo de liberdade a certo momento, mas estava tão aterrorizada que não tentou escapar, ou telefonar a alguém.

Natascha Maria Kampusch. Elizabeth Smart

Ou talvez as 60 mulheres que foram mortas no Reino Unido, onde os homens disseram no tribunal que “elas queriam sexo violento” e por isso receberam sentenças mais leves ou se livraram de assassinato. (Verifique @ WeCan’tConsentToThis).

Podem pensar: é muito diferente, mas será? Porque o rapto está lá. Assim como ameaças. Assim como violência.

O abuso doméstico tem várias agressões menos visíveis, como “Gaslighting” (como quando ele a culpa por coisas que são culpa dele), ameaças, exibições de dominância e outras, todas mostradas neste filme . Estamos a dizer às nossas filhas que as bandeiras vermelhas que elas vêem são românticas e sexy, e aos nossos filhos que eles só precisam continuar a perguntar até que ela diga sim (mesmo quando ela diz NÃO), ela só precisa de um bom tratamento rude e já aceita.

Então não, isso não é entretenimento, este é um filme que vende as experiências de mulheres que foram sequestradas e sofreram violência doméstica, como consentimento e amor.

A Netflix não aprendeu nada nos últimos anos, e espero sinceramente que o apoio ao movimento #BlackLivesMatter dure mais do que o seu apoio ao movimento #MeToo durou.

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Women’s Rights in the Workplace

Data from the World Bank’s Women, Business and the Law index.

The World Bank’s Women, Business and the Law index measures the equality in a country between Women’s and Men’s rights in the workplace. The only 8 countries that reached equality in the workplace, according to this Index are: Belgium, Denmark, France, Iceland, Latvia, Luxembourg, Sweden and Canada.

The Report also points out that women inclusivity in the workplace lead to economic benefits for the country, with the countries in the top 8 outperforming economically the ones that still didn’t reached equality.

However, according to the World Economic Forum’s 2020 Gender Gap Report, it will be a century before women and men have legal equality worldwide.

Globalmente, as mulheres têm apenas três quartos dos direitos trabalhistas que os homens têm. No Médio Oriente e África, elas têm metade

O índice do Banco Mundial: Mulheres, Empresas e Direito mede a igualdade num país entre os direitos das mulheres e dos homens no local de trabalho. Os únicos oito países que alcançaram a igualdade no local de trabalho, de acordo com este Index, são: Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Letônia, Luxemburgo, Suécia e Canadá.

O Relatório também aponta que a inclusão de mulheres no local de trabalho leva a benefícios económicos para o país, com os países entre os 8 primeiros do Index a superar economicamente os que ainda não alcançaram a igualdade.

De acordo com o Relatório de Diferença de Género do Fórum Económico Mundial em 2020, demorará um século para que mulheres e homens tenham igualdade legal em todo o mundo.

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Disability

Data from research by Women’s Aid.

In Britain, 1 in 4 women will experience domestic violence during their lifetime. For women with disabilities, it is 1 in 2.


Na Grã-Bretanha, 1 em 4 mulheres irá sofrer violência doméstica durante a sua vida. Para mulheres com incapacidades (não concordo com o uso da palavra deficiências), é 1 em 2.

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Mother’s Day

Today is Mother’s Day (except in the UK).

I grew up with my mother always saying she was not a feminist, maybe because still today there is an agressive connotation to the word to some. However, today I realize she was the strongest feminist model that I ever had.

More than 30 years ago, my mother moved country for University to study Engineering. In a full class, 3 were women. In one of the classes, one Professor told them that “their place is in the kitchen.”, but she persisted. She was married and had me before finishing the course. Still, she finished it.

She balanced studies, an autistic child and a full-time job. Eventually, she got divorced. She raised me alone. There was no help from the healthcare system either, since 30 years ago there was no understanding of Aspergers in women. She did an incredible job just by following her mother’s intuition. She made decisions that only now the healthcare system is realizing are good for the development of an autistic child. Still, she succeeded. Today, she has her own company.

She always fought for her place in her career and the world, as well as my education and well-being.

I wonder what could be more feminist than that. Feminism is not the aggressive persuit of nonsense. Feminism is to continuously fight for us to have our space in the world, and that our children will have the rights and comforts we do not have. The ability to study what we want, to receive support, to be free. Most women were feminists their whole life, just by doing something which was not excepted for women, like studying in a field dominated by men, or having their own company. Feminism is to take opportunities in a world that constantly denies them to us.

To all the incredible mothers and sisters that fought for us, you are the reason we are feminists too. Thank you for always fighting for us. We will continue that.

To my mother.. You are my inspiration. I love you.

Happy Mother’s Day.

Eu cresci com a minha mãe sempre a dizer que não era feminista, talvez por ainda hoje a palavra Feminista ter uma conotação agressiva para alguns. No entanto, hoje percebo que ela e o modelo feminista mais forte que eu já tive.

Há 30 anos atrás, a minha mãe mudou de país para ir para a universidade estudar Engenharia. Numa aula cheia, três eram mulheres. Em uma das aulas, um Professor disse que “O lugar delas é na cozinha.”. Mas ela persistiu. Ela casou e eu nasci antes de terminar o curso. Ainda assim, ela terminou.

Ela equilibrou os estudos, uma criança autista e um trabalho em tempo integral. Eventualmente, ela divorciou-se. Ela criou-me sozinha. Não houve ajuda do sistema de saúde, pois há 30 anos não havia a compreensão de Aspergers em mulheres. Ela fez um trabalho estupendo só seguindo a sua intuição de mãe. Ela tomou decisões que só agora o sistema de saúde sabe serem acertadas no apoio ao desenvolvimento de uma criança autista. Hoje, ela tem a sua própria empresa.

Ela sempre lutou para ter o seu lugar na carreira e no Mundo, assim como pela minha educação e bem-estar.

Eu pergunto-me o que poderia ser mais feminista do que isso. O feminismo não é a busca agressiva do absurdo, como por vezes é apontado. O feminismo é a luta constante de nós, mulheres, para garantir que temos nosso espaço no mundo e que nossos filhos terão os direitos e confortos que nos ainda não temos. A capacidade de estudar o que queremos, de receber apoio, de ser livre. A maioria das mulheres foi feminista a vida toda, apenas fazendo algo que não era expectável de uma mulher, como estudar num campo dominado por homens ou ter sua própria empresa. Feminismo é conquistar oportunidades num mundo que continua a negá-las para nós.

A todas as mães e irmãs incríveis que lutaram por nós, é por vocês que somos feministas. Obrigado por sempre lutarem por nós. Iremos continuar o vosso trabalho.

Para a minha mãe.. És a minha inspiração. Amo-te.

Feliz Dia da Mãe.

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Be a Lady they Said

Be a Lady They Said from Paul McLean on Vimeo.

“Be a Lady They Said”

Words: Camille Rainville
Narrator: Cynthia Nixon
Director: Paul McLean paul-mclean.com
Music: Louis Souyave @ OPM.london
Post: Mini Content mini-content.com
Producer: Claire Rothstein claire-rothstein.com