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Why was the Asperger’s Syndrome dropped?

Elon Musk just admitted on SNL that he is one of us, however, he said he was Asperger’s, not autistic.

So today, I will explain why exactly Asperger’s Syndrome was dropped, and why this separation doesn’t help the community, but only hurt them.

1. Asperger’s can became Autistic, and Autistics can became Asperger’s

It is a Spectrum. There were several attempts and studies to separate them, but to no avail. When an autistic person with delayed early language and an Asperger’s who speak within the first three years of life with no delay, have the same IQ and developmental level, they have the same outcome in later life. So, language doesn’t actually differentiate prognosis and how a person will be able to cope later in life, neither does the diagnosis. According to several studies, the only difference between diagnosis is earlier in life, with adults having a lot of times the same difficulties.

2. Same cause

Until now, there is no evidence that autism or Asperger’s has a different cause. In fact, they seem to have the same environmental factors and genetic factors in play.

3. Language is not actually a criteria for Autism and delay might be rooted in something else

Being verbal or non-verbal it is not a criteria for the diagnosis of Autism. So technically, Asperger’s can get the diagnosis of Autism, since the main difference is language. What about the autistic people who do echolalia? Or speak but not much? Or have selective mutism? What about neurotypical children that have a smaller delay in language? The reality is when we started talking is very difficult to pinpoint in some cases. In general, it is not non-verbal versus verbal. There is a spectrum (as always) within this two options. Also, delayed language might be rooted in other causes, other than autism, as dyspraxia, or motor difficulties, which are separate diagnosis

4. Dependent on the clinician, not in the patient

A study showed that half of Asperger’s diagnosed people fit exactly the Autism diagnosis. So, it is subjective, and dependent on the clinician, not the patient. However, it does impact on how much support a child receives, with Autism diagnosed children getting far more support than Asperger’s diagnosed children.

5. Aspie supremacy

The reality is Asperger’s ended up being portrait as the “genius” diagnosis, which is not only completely wrong, as also impacts the autistic community directly, since the rest is portrait as the “non-intelligent” by default. It is much more acceptable within society the Asperger’s, than the Autistic label, being the first connected to innovation, and the second with “disease”. This hurts every single person in the community, independently of the diagnosis. IQ is not a criteria in either of the diagnosis, so the myth of the genius has more to do with supremacists ideals from Hans Asperger wanting to protect children he though valuable to the Nazi system, than the actual diagnosis. I will make a post about Hans Asperger soon.

I respect if you, as part of the community, prefer the Asperger’s than Autistic for yourself. It is your identity, and I believe we should be identifying ourselves with what we feel comfortable. However, in the diagnosis itself, Asperger’s it is subjective, redundant, and only hurts the community instead of helping.

References

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18327636/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12708575/

https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1362361300041003

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16977495/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17086441/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16575542/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11411788/

https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1362361300004001002

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17927727/

https://blogs.scientificamerican.com/observations/the-problem-with-aspergers/


Por que a Síndrome de Asperger foi abandonada?

Elon Musk acabou de admitir no SNL que ele é um de nós, no entanto, ele disse que era de Asperger, não autista. Então, hoje, vou explicar por que a Síndrome de Asperger foi abandonada e por que essa separação não ajuda a comunidade, mas apenas a prejudica.

1. Aspergers tornam-se autistas e os autistas podem tornar-se Asperger

É um espectro. Houve várias tentativas e estudos para separá-los, mas sem sucesso. Quando uma pessoa autista com linguagem atrasada e um Asperger que fala nos primeiros três anos de vida sem atraso, têm o mesmo QI e nível de desenvolvimento, eles têm o mesmo resultado mais tarde na vida. Portanto, nem a linguagem nem o diagnóstico, diferenciam o prognóstico e como uma pessoa será capaz de lidar mais tarde na vida. De acordo com vários estudos, a única diferença entre os diagnósticos é em crianca, com adultos tendo muitas vezes as mesmas dificuldades.

2. Mesma causa

Até agora, não há evidências de que o autismo ou Asperger tenham uma causa diferente ou impactam o nosso cerebro de forma diferente. Na verdade, eles parecem ter os mesmos fatores ambientais e genéticos.

3. A linguagem não é realmente um critério para Autismo e o atraso na fala pode ser por outro diagnóstico

Ser verbal ou não verbal não é um critério para o diagnóstico de autismo. Então, tecnicamente, o Asperger pode fazer o diagnóstico de autismo, já que a principal diferença é a linguagem. E as pessoas autistas que fazem ecolalia? Ou falam, mas não muito? Ou tem mutismo seletivo? E quanto às crianças neurotípicas que apresentam um atraso na linguagem? A realidade é que quando começamos a verbalizar é muito difícil de apontar em alguns casos. Em geral, não é não verbal versus verbal. Há um espectro (como sempre) dentro dessas duas opções. Além disso, a linguagem atrasada pode estar enraizada noutras causas, além do autismo, como dispraxia ou dificuldades motoras, que são diagnósticos separados, mas muitas vezes associados ao Autismo.

4. Depende do clínico, não da pessoa

Um estudo mostrou que metade das pessoas diagnosticadas com Asperger se encaixam exatamente no diagnóstico de autismo. Portanto, é subjetivo e depende do clínico, não do paciente. No entanto, tem impacto sobre a quantidade de apoio que uma criança recebe, com crianças diagnosticadas com autismo a receber muito mais apoio do que crianças diagnosticadas com Asperger.

5. Supremacia Aspie

A realidade é que Asperger acabou por ser o diagnóstico do “gênio”, o que não só é completamente errado, como também impacta diretamente a comunidade autista, já que o resto é retratado como o “não inteligente” por default. É muito mais aceitável na sociedade o Asperger, do que o Autista, sendo o primeiro ligado à inovação, e o segundo a “doença”. Isso prejudica todas as pessoa da comunidade, independentemente do diagnóstico. O QI não é um critério em nenhum dos diagnósticos, e o mito do gênio tem mais a ver com os ideais da supremacia de Hans Asperger, por querer proteger as crianças que ele considerava valiosas para o sistema nazi, do que o diagnóstico real. Eu irei fazer uma postagem sobre Hans Asperger em breve.

Eu respeito se, como parte da comunidade, preferirem o termo Asperger do que o autista para si mesmo. É a nossa identidade, e acredito que devemos nos identificar com o que nos sentimos confortáveis. No entanto, no próprio diagnóstico, o Asperger é subjetivo, redundante e só fere a comunidade em vez de ajudar. Dai ter sido eliminado, e bem.

Referencias

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18327636/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12708575/

https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1362361300041003

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https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17927727/

https://blogs.scientificamerican.com/observations/the-problem-with-aspergers/


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“Children that Hans Asperger sent to death” Day

Tw: descriptions of torture and murder

Today is suppose to be Aspergers Syndrome Day, to honor Hans Asperger on his birthday. However, Hans Aspergers have a very difficult history and for me, today is “Children that died due to Hans Aspergers Day”, so let’s talk about this.

Hans Asperger lended his name to the old and not used anymore Aspergers Syndrome, when he identified the “autistic psychopathy” in children. Part of the reason of integration of Aspergers Syndrome into Autism was precisely because of his history.

Asperger championed the habilities of “high functioning” autistic people in society and until recently it was considered a hero for saving this children from the “Aktion T4” plan of Nazi extermination, but documents came out in the last years that shattered that image. Edith Sheffer book “Asperger’s Children: The Origins of Autism in Nazi Vienna,” brought to light the atrocities that Aspergers actually commited against disabled people, where Hans Asperger Asperger participated in Vienna’s child-killing system and euthanasia programs.

“Autistic people have their place in the organism of the social community,” and “(it’s the responsibility of doctors) to speak out for these children with the whole force of our personality.” Hans Asperger

However, his idea of “place in society” would depend on how disabled this children were. In Sheffer’s book she confirmed that Asperger was involved in the transfer of at least 46 children from his clinic to Am Spiegelgrund. Since then, several documents with Asperger’s signature confirmed this. The real total might be higher. Spiegelgrund was a clinic where at least 789 patients died due to the Nazi euthanasia programs. They were also subjected to medical experiments, starvation, exposure to elements, psychological abuse, as well as killed with lethal injection and gas poisoning. The brains of 800 victims were preserved in jars in the hospital.

Survivors Johann Gross, Alois Kaufmann, and Friedrich Zawrel  described how they used electroshock therapy, “cold water cure” (repeatedly submerged into freezing bath water until they were blue and barely conscious and had lost control of their bowels), a “sulfur cure” (an injection that caused severe pain in the legs, limiting mobility and ensuring that escape was impossible), spinal injections of apomorphine; injections of phenobarbital, overdoses of sedatives, and efficacy testing of tuberculosis vaccines (where children were infected with tuberculosis pathogens).

So no, I won’t celebrate the birthday of a men that deemed some of us too disabled to live, and complied with the extermination of disabled children. And I will not describe myself with the name of a Nazi.

Instead, today, pay respect instead to the children that died at his hands.


Dia das Crianças que Hans Asperger enviou para a morte

Alerta gatilho: descricoes de tortura e morte

Hoje é suposto ser o Dia da Síndrome de Asperger, em homenagem a Hans Asperger no seu aniversário. Porém, Hans Aspergers tem uma história muito difícil e para mim, hoje é “Dia das Crianças que morreram devido ao Hans Aspergers”, então vamos conversar sobre isso.

Hans Asperger emprestou seu nome à antiga (ja não é utilizado) Síndrome de Asperger, ao identificar a “psicopatia autista” em crianças. Parte do motivo da integração da Síndrome de Aspergers com o Autismo foi precisamente por causa de sua história.

Asperger defendeu as habilidades de autistas de “alto funcionamento” na sociedade e até recentemente foi considerado um herói por salvar essas crianças do plano “Aktion T4” de extermínio nazista, mas documentos foram publicados nos últimos anos que destruíram essa imagem.

O livro de Edith Sheffer “As Crianças de Asperger: As Origens do Autismo na Viena Nazista”, trouxe à luz as atrocidades que Aspergers realmente cometeu contra pessoas com deficiência. Hans Asperger Asperger participou do sistema de assassinato de crianças de Viena e programas de eutanásia.

“Os autistas têm o seu lugar no organismo da comunidade social” e “(é responsabilidade dos médicos) falar por essas crianças com toda a força de nossa personalidade”. Hans Asperger

No entanto, sua ideia de “lugar na sociedade” dependeria do que Asperger achasse ser um aceitavel nivel de deficiencia. No livro de Sheffer, ela confirmou que Asperger esteve envolvido na transferência de pelo menos 46 crianças de sua clínica para Spiegelgrund. Desde então, vários documentos com a assinatura de Asperger confirmaram isso. O total real pode ser maior. Spiegelgrund era uma clínica onde pelo menos 789 pacientes morreram devido aos programas de eutanásia nazista. Eles também foram submetidos a experimentos médicos, fome, exposição a elementos, abuso psicológico, bem como mortos com injeção letal e envenenamento por gás. Os cérebros de 800 vítimas foram preservados em potes no hospital.

Os sobreviventes Johann Gross, Alois Kaufmann e Friedrich Zawrel descreveram como usaram a terapia de eletrochoque, “cura com água fria” (repetidamente submersos em água de banho congelada até ficarem azuis e quase inconscientes e perderem o controle de seus intestinos), uma “cura de enxofre” (uma injeção que causou fortes dores nas pernas, limitando a mobilidade e garantindo que a fuga fosse impossível), injeções espinhais de apomorfina, injeções de fenobarbital, overdoses de sedativos e teste de eficácia de vacinas contra tuberculose (quando as crianças foram infectadas com patógenos da tuberculose).

Portanto, não, não vou comemorar o aniversário de um homem que considerou alguns de nós com demasiada deficiencia para viver e ajudou activamente no extermínio de crianças com deficiencia. E não me irei descrever com o nome de um nazi.

Em vez disso, usem este dia para homenagear as crianças que morreram nas suas mãos.

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Autism in Women

Today is Autism Awareness Day.
Today, the world is changing on their view of autism, but we need more, specially for women. The neurodiversity movement, is a social movement in the disability rights that emphasizes a neurodiversity paradigm, viewing the autism spectrum as a result of natural variations in the human brain rather than a “disease” to be cured. We need more awareness and more advancement towards a neurodiverse world.
Although it was thought women had less probability of having autism, recent studies showed that in fact, they are just better at hiding it. This takes an enormous mental and emotional effort and it makes women more exposed to anxiety and depression. It is important to let them know that symptons for women are different than men, and that every autistic person had different experiences. Having support and understanding about ourselves, could lead to a better and more balanced lives to a lot of women.
There were a lot of brilliant autistic minds that changed our world, activists and scientists, and we should celebrate how neurodiversity only leads to a different type of thinking. We need more rational, analystic, passionate people fighting for a better world, and hopefully one day, even running it.

Hoje é o Dia Mundial de Consciencialização do Autismo.
O mundo está aos poucos a mudar sua visão do autismo, mas precisamos de mais, especialmente para as mulheres autistas.
O movimento da neuro-diversidade, é um movimento social que define o espectro do autismo como resultado de variações naturais no cérebro humano, em vez de uma “doença” a ser curada. Precisamos de mais consciência e mais avanço em direcção a um mundo neuro-diverso.
Embora se pensasse que as mulheres tinham menos probabilidade de ter autismo, estudos recentes mostraram que, na verdade, elas são apenas melhores a escondê-lo. Isso requer um enorme esforço mental e emocional e torna as mulheres mais expostas a ansiedade e a depressão. É importante que elas saibam que os sintomas para as mulheres são diferentes dos homens e que todas os autistas têm experiências diferentes. Ter apoio e compreensão sobre nós mesmos pode levar a uma vida melhor e mais equilibrada para muitas mulheres, mas precisamos de mais diagnóstico, mais cedo.
Existem muitas mentes autistas brilhantes que mudaram o nosso mundo, como activistas e cientistas, portanto devemos celebrar a neuro-diversidade como uma maneira diferente de ver o mundo e resolver problemas de forma diferente. Cada vez mais o nosso mundo precisa de pessoas neuro-diversas mais racionais, analíticas e apaixonadas, lutando por, e um dia esperamos liderando, um mundo melhor.