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Post-diagnosis reflection

When we receive a late Autism diagnosis we tend to reevaluate our life and it happens a LOT to start seeing certain situations from a different perspective. We realize that it was not us who were “difficult” or “nitpicking” but it was neurological and uncontrollable. We realize bullying and hurtful situations.

In one hand we start thinking of all the “Ifs” if you were diagnosed earlier, with a better access to therapies, school adjustments and just knowing why we felt “weird”. At the same time, there are people that assumed (specially 20 years ago) Autism means not having potential, so I am glad I didn’t had that assumption placed on me.

This reflection on who we are, our limits, our past, our difficulties and our qualities is incredibly important for self-love and self-acceptance, and can only happen once we realize that we are neurodiverse.

Other important information about diagnosis is Self-diagnosis is valid. Not everyone has access to official diagnosis, with barriers like:

  • Being a women (men are diagnosed earlier due to studies for years done only on men that perpatualized a stereotype)
  • Being a person of colour (White children are about 19 percent more likely than black children and 65 percent more likely than Hispanic children to be diagnosed with autism. – link)
  • Money (in some countries it is incredibly expensive to go private, and public you might have years of waiting ahead of you)
  • Lack of experienced professionals in adult diagnosis (adult assessments are different than in children, and not everyone has proper experience in it)

Diagnosis is not a label, or an instrument for self-pity. Diagnosis (even self-diagnosis which is completely valid) is the first step on our path to understand and love who we really are.


Quando recebemos um diagnóstico tardio temos tendência a reavaliar a nossa vida e acontece IMENSO começarmos a ver determinadas situações de uma perspectiva diferente. Apercebemos-nos que não éramos nós a ser “difíceis” ou “picuinhas” mas era neurológico e incontrolável.

Por um lado começamos a pensar em todos os “ses” se fosse diagnosticado mais cedo, com um melhor acesso às terapias, ajustos na escola ou apenas saber porque nos sentíamos “esquisitos”. Ao mesmo tempo, há pessoas que assumiam (especialmente há 20 anos) que autismo significa não ter potencial, e fico feliz por não terem assumido isso sobre mim.

Essa reflexão sobre quem somos, os nossos limites, o nosso passado, as nossas dificuldades e as nossas qualidades é extremamente importante para o amor próprio e a aceitação de quem somos, e só pode acontecer quando percebermos que somos neurodiversos.

Outra informação importante sobre o diagnóstico é que o auto-diagnóstico é válido. Nem todos têm acesso ao diagnóstico oficial, com barreiras como:

  • Ser mulher (os homens são diagnosticados mais cedo devido a estudos feitos inicialmente apenas em homens, que perpetuam o estereótipo, sendo que mulheres apresentam diferenças na apresentação do Autismo)
  • Ser uma pessoa de cor (crianças brancas têm cerca de 19 por cento mais probabilidade do que crianças negras e 65 por cento mais probabilidade do que crianças hispânicas de serem diagnosticadas com autismo nos EUA – link)
  • Dinheiro (em alguns países é incrivelmente caro ir pelo privado, e público pode ter anos de espera pela frente)
  • Falta de profissionais experientes em diagnóstico de adultos (avaliações de adultos são diferente do que nas crianças, e nem todos os profissionais têm experiência adequada)

O diagnóstico não é um rótulo ou um instrumento de auto-piedade. O diagnóstico (mesmo o auto-diagnóstico, que é totalmente válido) é o primeiro passo no nosso caminho para compreender e amar quem realmente somos.

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I Suspect I am Autistic. What now?

If you have read the typical features of Autism and identified yourself in many of them … What now?

1. Take the Autism test to get a better idea of ​​the characteristics and to validate your suspicions. You can do it by following this link – The Ritvo Autism Asperger Diagnostic Scale-Revised (RAADS-R) or The Autism Spectrum Quotient (AQ). If you think your child might be autistic, check the video in this link.

2. If the test gave an average similar to those with autism, start reading about the traits’ particularities, in children (you can check the video in the point 1), adolescents and adults, as the traits vary in intensity and type according to age.

3. Join online groups of autistic people on Facebook and follow autistic people on social networks (you can find autistic voices online through the tag #actuallyautistic. Ask questions. Sometimes we have traits that we didn’t even know, because we thought that everybody felt that way. If the autistic person is your child, ask adult autistic people questions about when they were children. It is a very important resource since we sometimes have similar difficulties that we have already learned in how to deal with.

4. Make a list of these characteristics. Try to use specific personal experiences, for example, “when I was a child I opened Christmas presents but never played with them after”.

5. Look for a specialist specific to your case. If you are a woman or adult, look for someone with experience in assessing these cases. Unfortunately, some psychologists may have had only an introduction to Autism and without experience they may misdiagnose with mental illnesses, such as generalized anxiety or depression.

6. Continue to explore who you are. Many of us have spent years feeling that we are not enough, for comparing ourselves to neurotypicals but being different. The autistic brain is too beautiful and complex to restrict ourselves from trying to be like others.

Any questions you have about steps to take, or even about Autism in general, please ask. In the comments or private message (in @autismoemportugues) if you prefer.


Se leu os traços típicos do Autismo e se identificou em muitos deles…
E agora?

1. Faça o teste do Autismo para ter melhor ideia das características e para validar as suas suspeitas. Podem fazer seguindo este link – The Ritvo Autism Asperger Diagnostic Scale-Revised (RAADS-R) ou O Quociente do Espectro do Autismo (teste AQ). Se acha que o seu filho/a pode ser autista, vejoa o vídeo neste link (infelizmente, só em inglês).

2. Se o teste deu uma média semelhante a autistas, comece a ler sobre as particularidades dos traços, em criança (pode ver o vídeo do ponto 1), adolescente e adulto, visto que os traços variam em intensidade e tipo consoante a idade.

3. Junte-se a grupos online de autistas no Facebook e siga autistas nas redes sociais (pode encontrar vozes autistas online através de #actuallyautistic ). Faça perguntas. Por vezes temos traços que nem sabíamos ter, por pensarmos que toda a gente se sentia dessa forma. Se o autista for o seu filho/a, faça perguntas a autistas adultos sobre quando eles eram crianças. É um recurso importantíssimo visto que por vezes temos dificuldades semelhantes que já aprendemos em como lidar.

4. Faça uma lista dessas características. Tente usar experiências específicas pessoais, por exemplo, “quando eu era criança abria os presentes de Natal mas nunca brincava com eles a seguir”.

5. Procure um especialista específico para o seu caso. Se for mulher ou adulto, procure alguém com experiência na área. Infelizmente alguns psicólogos podem ter tido apenas uma introdução ao Autismo e sem experiência podem diagnosticar erradamente doenças mentais, como ansiedade generalizada ou depressão.

6. Continue a explorar quem é. Muitos de nós passámos anos a sentir que não somos o suficiente, por nos compararmos a neurotípicos mas sermos diferentes. O cérebro autista é bonito e complexo demais para nos restringirmos a tentar ser como os outros.

Alguma questão que tenham sobre passos a seguir, ou mesmo sobre o Autismo em geral, por favor perguntem. Nos comentários ou mensagem privada (em @autismoemportugues) se preferirem.

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