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Routine and Autism

One of the key traits to support the diagnosis in Autism is an insistence on sameness and an adherence to routines.

Why?

The world is full of sounds, colors, smells that overwhelm the autistic brain. If we control our own environment and are aware of what we will face today, we will be able to prepare, manage and cope with sensory inputs and emotions. The idea of lack of control over our environment is incredibly stressful.

Routine means for example:

  • being able to find things we need, like keys or notes, and might be anxiety inducing if someone moved them,
  • buying the same brands of food/drinks so we know the taste and texture,
  • going to the same restaurant because we know it doesn’t have loud music,
  • going to the same supermarket because the lights are not too strong and they have the brands we want in the same place.
  • knowing what we will eat for dinner, to ensure it is nothing we can’t cope with due to texture or taste.
  • knowing if someone is visiting and when so we can be rested and prepared for socializing.

That doesn’t necessarily means we can’t have change in our life, but CONTROLLED change. That makes all the difference. If we have control, we can do a lot, even moving country (obviously always consider that it is a spectrum and some people have more difficulties than others and certain areas).

The lack of routine migth lead to a situation where we get overwhelmed and have a meltdown or a shutdown, where our brain shuts down and can’t process any more input. Don’t forget in general, we have a delay in sensory processing, and new situations have normally an extra amount of things to process, that can be too much to cope.

If you need to change anything in your child’s life, try to understand their sensory needs, and present a plan on what will be changed, why and showed the routine they will go through during the week. It is important to change with the autistic people, not against them.


Uma das principais características para apoiar o diagnóstico no autismo é a insistência nas rotinas.

Por quê?

O mundo está cheio de sons, cores e cheiros que oprimem o cérebro autista. Se controlarmos nosso próprio ambiente e estivermos cientes do que enfrentaremos hoje, seremos capazes de nos preparar, gerir e lidar com as emoções e estímulos sensoriais. A ideia de falta de controle sobre nosso ambiente é extremamente estressante.

Rotina significa, por exemplo:

  • ser capaz de encontrar coisas de que precisamos, como chaves ou papéis, e pode ser indutor de ansiedade se alguém os mover,
  • comprar as mesmas marcas de alimentos/bebidas porque sabemos o sabor e textura,
  • ir ao mesmo restaurante porque sabemos que não tem música alta,
  • ir ao mesmo supermercado porque as luzes não são muito fortes e eles têm as marcas que nós queremos sempre no mesmo lugar (podemos ser rápidos)
  • saber o que iremos comer ao jantar, para garantir que não seja algo que não possamos suportar devido à textura ou ao sabor.
  • saber se alguém está visitando e quando assim for, podemos estar descansados ​​e preparados para a socialização.

Isso não significa necessariamente que não podemos ter mudanças em nossas vidas, mas mudanças CONTROLADAS. Isso faz toda a diferença. Se tivermos controle, podemos fazer muito, até mesmo mudar de país (obviamente sempre considere que é um espectro e algumas pessoas têm mais dificuldades do que outras e certas áreas).

A falta de rotina leva a uma situação em que ficamos sobrecarregados e temos um meltdown ou shutdown, onde o nosso cérebro desliga e não consegue processar mais nenhuma informação sensorial e emocional. Não se esqueça, em geral, temos dificuldades no processamento sensorial e novas situações normalmente têm uma quantidade extra de coisas para processar, o que pode ser demasiado para lidar.

Se precisa mudar alguma coisa na vida do seu filho, tente entender as suas necessidades sensoriais, apresente um plano sobre o que será mudado, porque tem que ser mudado e mostre a rotina que vai seguir durante a semana. É importante mudar com o autista, não contra ele.

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Post-diagnosis reflection

When we receive a late Autism diagnosis we tend to reevaluate our life and it happens a LOT to start seeing certain situations from a different perspective. We realize that it was not us who were “difficult” or “nitpicking” but it was neurological and uncontrollable. We realize bullying and hurtful situations.

In one hand we start thinking of all the “Ifs” if you were diagnosed earlier, with a better access to therapies, school adjustments and just knowing why we felt “weird”. At the same time, there are people that assumed (specially 20 years ago) Autism means not having potential, so I am glad I didn’t had that assumption placed on me.

This reflection on who we are, our limits, our past, our difficulties and our qualities is incredibly important for self-love and self-acceptance, and can only happen once we realize that we are neurodiverse.

Other important information about diagnosis is Self-diagnosis is valid. Not everyone has access to official diagnosis, with barriers like:

  • Being a women (men are diagnosed earlier due to studies for years done only on men that perpatualized a stereotype)
  • Being a person of colour (White children are about 19 percent more likely than black children and 65 percent more likely than Hispanic children to be diagnosed with autism. – link)
  • Money (in some countries it is incredibly expensive to go private, and public you might have years of waiting ahead of you)
  • Lack of experienced professionals in adult diagnosis (adult assessments are different than in children, and not everyone has proper experience in it)

Diagnosis is not a label, or an instrument for self-pity. Diagnosis (even self-diagnosis which is completely valid) is the first step on our path to understand and love who we really are.


Quando recebemos um diagnóstico tardio temos tendência a reavaliar a nossa vida e acontece IMENSO começarmos a ver determinadas situações de uma perspectiva diferente. Apercebemos-nos que não éramos nós a ser “difíceis” ou “picuinhas” mas era neurológico e incontrolável.

Por um lado começamos a pensar em todos os “ses” se fosse diagnosticado mais cedo, com um melhor acesso às terapias, ajustos na escola ou apenas saber porque nos sentíamos “esquisitos”. Ao mesmo tempo, há pessoas que assumiam (especialmente há 20 anos) que autismo significa não ter potencial, e fico feliz por não terem assumido isso sobre mim.

Essa reflexão sobre quem somos, os nossos limites, o nosso passado, as nossas dificuldades e as nossas qualidades é extremamente importante para o amor próprio e a aceitação de quem somos, e só pode acontecer quando percebermos que somos neurodiversos.

Outra informação importante sobre o diagnóstico é que o auto-diagnóstico é válido. Nem todos têm acesso ao diagnóstico oficial, com barreiras como:

  • Ser mulher (os homens são diagnosticados mais cedo devido a estudos feitos inicialmente apenas em homens, que perpetuam o estereótipo, sendo que mulheres apresentam diferenças na apresentação do Autismo)
  • Ser uma pessoa de cor (crianças brancas têm cerca de 19 por cento mais probabilidade do que crianças negras e 65 por cento mais probabilidade do que crianças hispânicas de serem diagnosticadas com autismo nos EUA – link)
  • Dinheiro (em alguns países é incrivelmente caro ir pelo privado, e público pode ter anos de espera pela frente)
  • Falta de profissionais experientes em diagnóstico de adultos (avaliações de adultos são diferente do que nas crianças, e nem todos os profissionais têm experiência adequada)

O diagnóstico não é um rótulo ou um instrumento de auto-piedade. O diagnóstico (mesmo o auto-diagnóstico, que é totalmente válido) é o primeiro passo no nosso caminho para compreender e amar quem realmente somos.

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Autism is not a disease

Unfortunately, there is still the idea that Autism is a disease. It is not. Autism is a neurological developmental condition, which means that our brain is slightly different compared to that of neurotypics.

Autism is lifelong, but with support and therapy we can overcome difficulties and have jobs and friends. However, it is a spectrum and we all have different difficulties.

This is important because much of the effort in recent years has been to seek “cures” instead of understanding how to support and help autistic people to verbalize, socialize and manage/overcome their difficulties.

Many of the biggest difficulties, such as intellectual disability, are co-morbidities (conditions other than Autism), not Autism itself.

We have to finance more support for families, more therapies for autistic people and create a more tolerant society. It can be difficult to accept Autism as part of someone we love, but stigmatizing it will only make families and the autistic person feel isolated.


Porde ver mais posts no Instagram @autismoemportugues

Infelizmente ainda se tem a ideia que o Autismo é uma doença. Não é.

O Autismo é uma condição neurológica de desenvolvimento, o que significa que o nosso cérebro é ligeiramente diferente comparado com o dos neurotípicos.

O Autismo fica para a vida toda, mas com apoio e terapia podemos ultrapassar dificuldades e ter emprego e amigos. No entanto, é um espectro e todos temos dificuldades diferentes.

Isto é importante porque muito do esforço nos últimos anos foi em procurar “curas” em vez de compreender como apoiar e ajudar os autistas a verbalizar, socializar e gerirem/ultrapassarem as suas dificuldades.

Muitas das maiores dificuldades, como deficiência intelectual são co-morbidades (outras condições para além do Autismo), não o Autismo em si.

Temos que financiar mais apoio para as famílias, mais terapias para autistas e criar uma sociedade mais tolerante.

Pode ser difícil aceitar o Autismo como parte de alguém que amamos, mas estigmatizar apenas irá fazer com que as famílias e o próprio autista se sintam isolados.

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Ableism

Ableism

Ableism is the discrimination and social prejudice against people with some disability, whether chronic or mental illness, Autism, hearing problems , wheelchair use, etc. Ableism assumes that people with disabilities are “inferior” to those without disabilities, directly or indirectly.

Types of Ableism

1. Infantilizing adults: Do not treat autistic or disabled adults like children. To assume that we have a low intellect is prejudiced and wrong. Adult is adult, even if they actually have an intelect impairement.

2. Lack of accessibility: To not promote accessibility for everyone. It may be due to lack of ramps, interpreters, etc.

3. “Inspiration”: People with disabilities do not exist to make the world feel “inspired”. The only reason we have to overcome difficulties is because they do not design society to count with us, When someone is successful against “all odds”, it is because the odds are against us. It also implies that disabled people can’t be succesful, which is not true.

4.Language: The most obvious. Using illnesses/ disorders /disabilities or just differences as an insult reinforces that these people are so “unwanted” that they can be used as an insult. Do not use “r**arded”, “seems bipolar” or “so autistic”. Have common sense and humanity.

5. Minimizing disability: Saying “you don’t look autistic” is not a compliment, and thinking it is, is offensive, as it implies that being autistic is “unwanted” and it is better not to be. We all have different difficulties and people with disabilities have to get used to a society not designed for them. Be respectful.

6. Doubting a disability: many disabilities are invisible and have no face. Mental, and chronic ilnesses, Autism, hearing problems, are invisible. Don’t doubt a disability just because you don’t see it.

7. Lack of representation: Lack of representation is quite common in all disabilities. Mental illnesses to be used in horror movies, autistic people are “quirky” and cold, or to speak only of the “pain” of disability, not being representative. In general, the disabled person is used as a “token”, a secondary character, just to show integration, but rarely as a protagonist or representative of the community. The media also rarely calls autistic people to talk about their experiences, only giving the space to healthcare professionals or mothers of autistic people.

8. Feeling pity: Our difficulties are usually related to the lack of space in society for people like us and the lack of tolerance for our differences, not about who we are. We are no less than you, we are different.

9. To assume lack of ability: Just because we have a disability does not mean that we have no skills. Just because we are non-verbal does not mean that we are not intelligent. Just because we are autistic does not mean that we are bad mothers. Just we have a wheelchair does not mean that we are not independent. Even certain laws sometimes assume a lack of capacity in certain areas just because of a disability.

It is important to recognize the types of ableism in ourselves and others, and to prevent it from happening, for a more inclusive and representative society.

After all, 20% of society has some kind of disability, and this minority is the only one that anyone can join at any time in their life.

Remember that they are not just disabilities, they are different abilities.


Capacitismo

Capacitismo é a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma incapacidade (não gosto de dizer deficiência, que implica um déficit), seja doença crónica ou mental, Autismo, problemas auditivos, uso de cadeira de rodas,etc.

O capacitismo pressupõe que pessoas com incapacidades são “inferiores” a quem não tem incapacidades.

Tipos de Capacitismo

1. Infantilização de adultos: Não trate adultos autistas ou com incapacidades como crianças. Assumir que temos baixo intelecto é preconceituoso e errado. Adulto é adulto.

2. Falta de acessibilidade: Não promover a acessibilidade de todos. Pode ser por falta de rampas, de intérpretes, etc.

3. “Inspiração”: Pessoas com incapacidades não existem para fazer o mundo se sentir “inspirado”. A única razão para termos que ultraassar dificuldades é por não desenharem a dociedade a contar connosco, Quando alguém é bem-sucedido contra “todas as probabilidades”, é porque as probabilidades estão contra nós.

4.Linguagem: O mais óbvio. Usar doenças/transtornos/incapacidades ou apenas diferenças como insulto reinforça que essas pessoas são tão “indesejadas” que podem ser usadas como insulto. Não use “r*tardado”, “parece bipolar” ou “que autista”. Tenha bom senso e humanidade.

5. Minimização da incapacidade: Dizer “não parece autista” não é um elogio, e pensar que é, já é ofensivo, pois implica que ser autista é algo “indesejado” e é melhor não se ser. Todos temos dificuldades diferentes e pessoas com incapacidades têm que se habituar a uma sociedade não desenhada para eles. Respeite.

6. Assumir que não têm incapacidade: muitas incapacidades são invisíveis e não têm cara. Doenças mentais, e crónicas, Autismo, problemas auditivos, são invisíveis. Não duvide de uma incapacidade só porque não a vê.

7. Falta de representação: A falta de representação é bastante comum em todas as incapacidades. Doenças mentais a serem usadas para filmes de terror, autistas são “quirky” e frios, ou falam apenas na “dor” da incapacidade, não sendo representativo. Em geral, o incapacitado é usado como “token”, uma personagem secundária, só para mostrar integração, mas raramente como protagonista ou representativo. A imprensatambém raramente chama pessoas autistas para falar sobre suas experiências, dando apenas espaço a profissionais de saúde ou mães de pessoas autistas.

8. Sentir pena: As nossas dificuldades normalmente estão relacionadas com a falta de espaço na sociedade para pessoas como nós e falta de tolerância para as nossas diferenças, não com quem somos. Nós não somos menos, somos diferentes.

9. Assumir falta de capacidade: Só porque temos uma incapacidade, não significa que não temos habilidades. Só por sermos não verbais, não significa que não somos inteligentes. Só por sermos autistas, não significa que somos más mães. Só por termos uma cadeira de rodas, não significa que não somos independentes. Até certas leis por vezes assumem falta de capacidade em certas áreas apenas por uma incapacidade.

É importante reconhecermos os tipos de capacitismo em nós e nos outros, e evitar que aconteça, para uma sociedade mais inclusiva e representativa.

Afinal, 20% da sociedade tem algum tipo de incapacidade, e esta minoria é a única que qualquer pessoa se pode juntar a qualquer momento da sua vida.

Lembre-se que não são apenas incapacidades, são diferentes capacidades.

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Alexythimia: the difficulty in knowing what we feel

Alexithymia is the difficulty in distinguishing the emotions we feel, identifying bodily sensations from emotional states, as well as describing our feelings, using emotional terms, or reading and identifying what others feel. This means that we can have an emotional reaction and not know how to identify it (sadness, uncertainty, etc.) or how to describe it.

At least 50% of Autists are thought to have Alexithymia and it is behind the lack of empathy sometimes associated with Autism, which means is the alexythimia, not Autism, that cause that lack of empathy. In fact, many autistic people have hyper empathy.

If there is something very obvious to bother us about, we know why we are upset or sad, or we know whether we feel good or bad, but if what we feel is more subtle or less specific we can go days without understanding what we are feeling. We can even confuse feelings with bodily sensations like a headache. It is especially important when applied to relationships and can lead to abusive relationships or toxic friendships since if we do not know how to identify what others feel, or our own emotions, we can ignore uncertainty, discomfort or insecurity.

Through cognitive and supportive therapies, however, we can learn to identify emotions and describe how we feel.

However, it is very important to give the autistic people space to discover what they feel and if you see any discomfort, to help identify their emotions.

For more information check the article in this link.


Alexitimia é a dificuldade em distinguir as emoções que sentimos, identificar sensações corporais provenientes de estados emocionais, assim como descrever os nossos sentimentos, usar termos emotivos, ou ler e identificar o que os outros sentem. Isto significa que podemos ter uma reação emocional e não sabermos como a identificar (tristeza, incerteza,etc) nem como a descrever.

Pensa-se que pelo menos 50% dos Autistas tenham Alexitimia e que está por detrás da falta de empatia por vezes associada ao Autismo. É a alexitimia, não o Autismo, que causa falta de empatia. Na verdade, muitos autistas têm hiper empatia.

Se houver algo muito óbvio a incomodar-nos, sabemos porque ficamos chateados ou tristes, ou sabemos se nos sentimos bem ou mal, mas se o que sentirmos é mais subtil ou menos específico podemos ficar dias sem compreender o que estamos a sentir. Podemos até confundir sentimentos com sensações corporais como dor de cabeça. É especialmente importante quando aplicado a relações e pode levar a relacionamentos abusivos ou amizades tóxicas visto que se não sabemos identificar o que os outros sentem, ou as nossas próprias emoções, podemos ignorar incertezas, desconfortos ou insegurança.

Através de terapias cognitivas e de apoio, podemos no entanto aprender a identificar emoções e descrever o que sentimos.

É importantíssimo no entanto dar espaço ao autista para descobrir o que sente e se vir algum desconforto, ajudar na identificação das suas emoções.

Para mais informações veja o artigo neste link.

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JPMorgan’s Autism at Work program

JPMorgan has implemented a protocol for the hiring of more Autistic people called JPMorgan’s Autism at Work program, 5 years ago and already has 180 autistic people working on 40 different roles.

“Our recruiters have been trained to understand that a person on the spectrum may not make eye contact, or could take longer to answer questions than other recruits,” says Pacilio. “We are trying to get beyond the idea that when we hire we are looking for people who are gregarious and outgoing and look you in the eye. Some people just want to get to the nuts and bolts of the interview.”

Why?

“We have also found that autistic people have an incredible approach to problem-solving. They are very granular and see things in completely different ways to neurotypical employees,”

“In one technology role the bank found that employees in the program could complete tasks in a queue between 90% and 140% more productively than neurotypical colleagues, and with zero errors.”

Check the news in this link.

It is important to know that every Autistic people has different levels of productivity, and we all have different amazing characteristics that we can bring to a job. This is an incredible example of integration, and hopefuly will spread to other companies.


A JPMorgan implementou um protocolo para a contratação de mais pessoas autistas, chamado Programa Autismo no Trabalho do JPMorgan, há 5 anos e já tem 180 pessoas autistas a trabalhar em 40 funções diferentes.

“Nossos recrutadores foram treinados para entender que uma pessoa no espectro pode não fazer contacto visual ou levar mais tempo para responder a perguntas do que outros recrutas”, diz o gestor do Programa Pacilio.

“Estamos a tentar ir além da ideia de que, quando contratamos, procuramos pessoas que são gregárias e extrovertidas e olham nos seus olhos. Algumas pessoas só querem falar dos detalhes da entrevista”.

Por quê contratar neurodivergentes?

“Também descobrimos que as pessoas autistas têm uma abordagem incrível para a solução de problemas. Elas são muito granulares e vêm as coisas de maneiras completamente diferentes dos funcionários neurotípicos”.

“Em uma função tecnológica, o banco descobriu que os funcionários do programa podiam concluir tarefas em linha entre 90% e 140% mais produtivamente do que os colegas neurotípicos, e com zero erros”.

Confira as notícias neste link.

É importante saber que todos os autistas têm diferentes níveis de produtividade e todos temos características diferentes que podemos trazer para um trabalho. Este é um exemplo incrível de integração e, que esperemos, se espalhará para outras empresas.

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Masking in Autism

Masking or camouflage is when the autistic person observes and analyzes the behavior of others and imitates them, to hide difficulties in socialization.

It can be used by men and women, however, due to the dynamics and expectations of women in society, it is easier for them to mask and is one of the main diagnostic difficulties. However, camouflaging our features is tiring and can make it difficult to recognize versions of us that we built, and the real version, giving rise to a poorly defined “I”.

Our identity is important and the lack of it can affect the way we see ourselves and even cause mental problems. It is not a conscious choice, nor is it an attempt to be false or to manipulate.

It is a strategy to deal with the fact that we are different and for integration into society. We have to give space in society for autistic people to be who they are, without masking or having to apologize.


Mascaramento ou camuflagem, é quando o autista observa e analisa o comportamento dos outros e os imita, para esconder dificuldades de socialização.

Pode ser usado por homens e mulheres, no entanto, devido à dinâmica e expectativas da mulher na sociedade, é-lhes mais fácil mascarar e é uma das principais dificuldades de diagnóstico.

No entanto, camuflar os nossos traços é cansativo e pode fazer com que seja difícil reconhecermos versões de nós construídas, e a versão real, originando um “eu” pouco definido. A nossa identidade é importante e a falta dela pode afectar a forma como nos vemos e até causar problemas mentais.

Não é uma escolha consciente, nem uma tentativa de sermos falsos ou manipular. É uma estratégia para lidar com o facto de sermos diferentes e para a integração na sociedade.

Temos que dar espaço na sociedade para autistas serem quem são, sem mascaramento ou ter que pedir desculpa.

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I Suspect I am Autistic. What now?

If you have read the typical features of Autism and identified yourself in many of them … What now?

1. Take the Autism test to get a better idea of ​​the characteristics and to validate your suspicions. You can do it by following this link – The Ritvo Autism Asperger Diagnostic Scale-Revised (RAADS-R) or The Autism Spectrum Quotient (AQ). If you think your child might be autistic, check the video in this link.

2. If the test gave an average similar to those with autism, start reading about the traits’ particularities, in children (you can check the video in the point 1), adolescents and adults, as the traits vary in intensity and type according to age.

3. Join online groups of autistic people on Facebook and follow autistic people on social networks (you can find autistic voices online through the tag #actuallyautistic. Ask questions. Sometimes we have traits that we didn’t even know, because we thought that everybody felt that way. If the autistic person is your child, ask adult autistic people questions about when they were children. It is a very important resource since we sometimes have similar difficulties that we have already learned in how to deal with.

4. Make a list of these characteristics. Try to use specific personal experiences, for example, “when I was a child I opened Christmas presents but never played with them after”.

5. Look for a specialist specific to your case. If you are a woman or adult, look for someone with experience in assessing these cases. Unfortunately, some psychologists may have had only an introduction to Autism and without experience they may misdiagnose with mental illnesses, such as generalized anxiety or depression.

6. Continue to explore who you are. Many of us have spent years feeling that we are not enough, for comparing ourselves to neurotypicals but being different. The autistic brain is too beautiful and complex to restrict ourselves from trying to be like others.

Any questions you have about steps to take, or even about Autism in general, please ask. In the comments or private message (in @autismoemportugues) if you prefer.


Se leu os traços típicos do Autismo e se identificou em muitos deles…
E agora?

1. Faça o teste do Autismo para ter melhor ideia das características e para validar as suas suspeitas. Podem fazer seguindo este link – The Ritvo Autism Asperger Diagnostic Scale-Revised (RAADS-R) ou O Quociente do Espectro do Autismo (teste AQ). Se acha que o seu filho/a pode ser autista, vejoa o vídeo neste link (infelizmente, só em inglês).

2. Se o teste deu uma média semelhante a autistas, comece a ler sobre as particularidades dos traços, em criança (pode ver o vídeo do ponto 1), adolescente e adulto, visto que os traços variam em intensidade e tipo consoante a idade.

3. Junte-se a grupos online de autistas no Facebook e siga autistas nas redes sociais (pode encontrar vozes autistas online através de #actuallyautistic ). Faça perguntas. Por vezes temos traços que nem sabíamos ter, por pensarmos que toda a gente se sentia dessa forma. Se o autista for o seu filho/a, faça perguntas a autistas adultos sobre quando eles eram crianças. É um recurso importantíssimo visto que por vezes temos dificuldades semelhantes que já aprendemos em como lidar.

4. Faça uma lista dessas características. Tente usar experiências específicas pessoais, por exemplo, “quando eu era criança abria os presentes de Natal mas nunca brincava com eles a seguir”.

5. Procure um especialista específico para o seu caso. Se for mulher ou adulto, procure alguém com experiência na área. Infelizmente alguns psicólogos podem ter tido apenas uma introdução ao Autismo e sem experiência podem diagnosticar erradamente doenças mentais, como ansiedade generalizada ou depressão.

6. Continue a explorar quem é. Muitos de nós passámos anos a sentir que não somos o suficiente, por nos compararmos a neurotípicos mas sermos diferentes. O cérebro autista é bonito e complexo demais para nos restringirmos a tentar ser como os outros.

Alguma questão que tenham sobre passos a seguir, ou mesmo sobre o Autismo em geral, por favor perguntem. Nos comentários ou mensagem privada (em @autismoemportugues) se preferirem.

💕

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Autism

Stimming

Stimming are repetitive self-stimulation behaviors and can be: shaking hands, touching hair, shaking the body, biting the inside of the lip, spinning, singing, etc.

Everyone has some of these behaviors, especially in children or when we are stressed, but Autistic people tend to do it more often and while after adults.

Although their purpose is not yet known, the autistic community says it helps them to calm anxiety, generate awareness of their own bodies, to focus on or deal with external stimuli, such as sensations and emotions that they have difficulty processing.

In general, they are movements for regulation, emotional and sensory management and extremely important for autistic people. Some therapies try to remove stimming from autistic people through punishment, which can lead to trauma. Unless Stimming hurts the autistic or others (in which case it can be managed and redirected to a non-harmful one), it is essential for regulating ourselves.


Stimming são comportamentos repetitivos de auto-estimulação e podem ser: abanar as mãos, mexer no cabelo, balançar o corpo, morder o interior do lábio, rodopiar, cantar, etc.

Todos temos alguns destes comportamentos, principalmente em crianças ou quando temos stress, mas autistas tendem a os fazer mais frequentemente e em adultos.

Apesar de ainda não se saber exactamente o seu propósito, a comunidade autista diz que os ajuda a acalmar a ansiedade, gerar consciência do próprio corpo, a focarem-se ou a lidar com estímulos externos, como sensações e emoções que têm dificuldade em processar.

Em geral, são movimentos para a regulação e gestão emocional e sensorial e extremamente importantes para os autistas.
Algumas terapias tentam retirar o stimming dos autistas através de punições, o que pode levar a trauma.
A não ser que o Stimming magoe o autista ou aos outros (e nesse caso pode ser gerido e redireccionado para um não nocivo), é essencial para a regulação de nós próprios.

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Autism Conversations

Actually Autistic Meme thread

#actuallyautistic Memes Day! (actuallyautistic is a community online to give visibility to autistic voices) Nothing tells us we can’t fight for acceptance AND have fun.

Brief explanation: Auditory processing disorder is a hearing disorder where we have trouble processing speech.

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Brief explanation: in general Autistic people don’t want a “cure” to push on us. Autism is part of who we are. We want support and understanding. 


Dia para memes #ActuallyAutistic (comunidade para partilha de vozes autistas)

Nada nos diz que não podemos lutar por aceitação E divertirmos-nos.

Como talvez saiba o nosso Instagram é em inglês, mas para haver uma plataforma portuguesa de um Autista para Autista decidi criar o @autismoemportugues no Instagram. Irei lá colocar memes, informação e dados.

Breve explicação: Desordem de processamento auditivo é quando temos dificuldade em processar discurso, a fala
Em geral os autistas não querem uma cura a ser empurrada para eles, queremos aceitação e apoio. O Autismo faz parte de quem somos.