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Women's Rights

Fertility rate and Women’s Rights

Data from University of Washington’s Institute for Health Metrics and Evaluation

A new research showed that the population in several countries, as Spain and Japan, will lose half of their population until 2100, due to fertility rate decrease. The average of number of children a woman gives birth to fell from 4.7 in 1950 to 2.4 in 2017. If the number falls below approximately 2.1, then the size of the population starts to fall, and in 2100, is set on 1.7.

What is the difference?

Choice.

Women are choosing the children they want to have, with more access to employment, healthcare, abortion and contraception.

Instead of framing this data with the underlying insinuation of women’s selfishness of putting their body first than the economy, as I’ve seen a couple of newspapers do, maybe we need to rethink policies. A study in Denmark showed that childbearing accounts for 80% of the pay gap between women and men, giving us a specific target for future policies to improve birth rate. We need to reframe how mother’s work, with increase maternity and paternity leave, free childcare, flexible hours, incentives and benefits in the workplace.

In the UK, however, during the last economic crisis and the current pandemic, the first service to be cut was the childcare. Boris Johnson ordered the return of the British people to work, without providing childcare (which remains close) to women with children, making them 50% more likely to quit or get fired, during the coronavirus crisis, since they have to stay home with their child. In fact, not only he opened women’s works with nowhere to leave their kids, he also opened the Pubs first.

As we live in a society were Pubs are more important than childcare for women to be able to work, do not blame women for not wanting to care for a child. This is not the result of women sefishness, is the result of careless, sexist policies that continue to impact women around the world.

If you are in the UK, please write to your MP to open and increase funding of childcare services. You can do it through this link.


Uma nova pesquisa mostrou que a população de vários países, como Espanha e Japão, perderá metade da sua população até 2100, devido à diminuição da taxa de fertilidade. A média do número de filhos que uma mulher dá à luz caiu de 4,7 em 1950 para 2,4 em 2017. Se o número cair abaixo de aproximadamente 2,1, o tamanho da população começará a cair e, em 2100, é projectado em 1,7.

Qual é a diferença?

Escolha.

As mulheres estão a escolher os filhos que desejam ter, com mais acesso a emprego, saúde, aborto e contracepção.

Em vez de enquadrar esses dados com a insinuação subjacente do egoísmo das mulheres de colocar seu corpo em primeiro lugar que a economia, como já vi alguns jornais fazer, talvez seja necessário repensar políticas. Um estudo na Dinamarca mostrou que ter filhos é responsável por 80% da diferença salarial entre homens e mulheres, dando-nos uma meta específica para futuras políticas para melhorar a taxa de natalidade. Precisamos reformular o trabalho da mãe, com aumento da licença maternidade e paternidade, assistência infantil gratuita, horários flexíveis, incentivos e benefícios no local de trabalho.

No Reino Unido, no entanto, durante a última crise económica e a actual pandemia, o primeiro serviço a ser cortado foram os serviços para tomar conta de crianças. Boris Johnson ordenou o retorno do povo britânico ao trabalho, sem fornecer esta assistência (que permanecem fechadas) para mulheres com crianças, aumentando em 50% a probabilidade de se despedirem ou serem demitidas durante a crise do coronavírus, pois precisam ficar em casa com seus filhos. De facto, ele não apenas abriu os trabalhos das mulheres, mesmo que não tenham onde deixar os filhos, como também abriu os bares primeiro.

Como vivemos numa sociedade em que os bares são mais importantes que os cuidados infantis para as mulheres poderem trabalhar, não culpem as mulheres por não quererem cuidar de uma criança. Este não é o resultado de egoísmo das mulheres, é o resultado de políticas sexistas e descuidadas que continuam a impactar as mulheres em todo o mundo.

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Unpaid work during Lockdown

Data from Institute for Fiscal Studies and the UCL institute of education.

Unpaid work includes the time we do childcare, cook, transportation, do household chores or take care of family members. We already knew this work normally falls on the women, and that women do, globally, unpaid work valued in $10,9 trillions. In the UK this work contributes around £140 billions to the UK economy, more than the financial sector, according with UNWomen data and a Young Women’s Trust report.

With lockdown, childcare increased 35%, with schools and childcare services closed. Surprisingly, in case the father is in furlough, and the mother is working, they spend the same time on unpaid work, indicating that it still falls considerably on the women to do this work, even when is the only one working. In average, women did 2.3 hours more than fathers in childcare and 1.7 hours in housework.

Women were more impacted not only in unpaid work, but also in employment. Mothers were 47% more likely to have permanently lost their job or quit and 14% more likely to have been furloughed.

Men are now doing more unpaid work during lockdown than before, which is good news, and hopefully this extra work leads to equality in the household, but lockdown is clearly impacting women and men diferently and we need to ensure that all the work done for gender equality is not deleted due to this pandemic.


Texto em Português

O trabalho não remunerado inclui o tempo em que cuidamos das crianças, cozinhamos, usamos transportes, fazemos tarefas domésticas ou cuidamos de membros da família. Nós já sabíamos que esse trabalho normalmente recai sobre as mulheres e que elas fazem, globalmente, um trabalho não remunerado, avaliado em $10,9 triliões. No Reino Unido, este trabalho contribui com cerca de 140 biliões de libras para a economia do Reino Unido, mais do que o sector financeiro, de acordo com dados da UNWomen e de um relatório de Young Women Trust

Com o lockdown, o tempo com cuidados de crianças aumentou 35%, com escolas e serviços de assistência fechados. Surpreendentemente, caso o pai não esteja empregado e a mãe esteja, fazem o mesmo tempo de trabalho não remunerado, indicando que ainda cabe consideravelmente às mulheres fazer esse trabalho, mesmo quando são as únicas com emprego. Em média, mães fazem 2,3 horas a mais do que os pais em cuidados com os filhos e 1,7 horas em tarefas domésticas.

As mulheres foram mais impactadas não apenas no trabalho não remunerado, mas também no emprego. Mães têm 47% mais probabilidade de perderem permanentemente o emprego ou terem que deixar o emprego, e 14% maior probabilidade de ter que pedir assistência do Estado.

Os homens estão a fazer mais trabalho não remunerado durante o período de quarentena do que antes, o que é uma boa notícia, e esperemos que esse trabalho extra leve à igualdade dentro de casa, mas a pandemia está claramente a afectar as mulheres e homens de maneira diferente e precisamos garantir que todo o trabalho realizado para a igualdade de género não seja anulado devido a esta pandemia.