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Autism

“Outcomes” in disability support

A new study shows that:

“When disability is defined by behavior, researchers and clinicians struggle to identify appropriate measures to assess clinical progress. Some choose the reduction or elimination of diagnostic traits, implicitly defining typical appearance as the goal of service provision. Such an approach often interferes with more meaningful, person-centered goals; causes harm to people with disabilities; and is unnecessary for dealing with traits that are intrinsically harmful or personally distressing, such as self-injury. Disability stakeholders should reevaluate outcome measures that seek to eliminate disability-related traits that are stigmatized but not harmful. Using autism and the emergent neurodiversity movement as a case study, this article explores ethical challenges in selecting outcome measures in behaviorally defined disability diagnoses.”

As disabled, with an invisible disability, a lot of people ask me how I “overcome” my autism to work, have a partner and be independent. In reality, I didn’t. I do not have the same struggles as a child, because I am an adult. I have, however, struggles as an adult. So I couldn’t possibly look like your child, just because I’m not a child myself. A good outcome for a disabled person is not to necessarily get fixed, or to pass as a non-disabled person, but to adapt their environment to their needs, in a way that explores all of their potential, without limiting for the perception of a disability. I am a happy person, with a job and a partner because I get accommodations and support within those environments. Otherwise, I wouldn’t have neither. I won’t stop being autistic or have difficulties that come from it, but I can adapt my life so I can use my strenghts and potential to be the best version of myself I can be.


“Resultados” no apoio a pessoas com deficiência

Um novo estudo mostra que:

“Quando a deficiência é definida pelo comportamento, os investigadores e médicos tem dificuldades para identificar as medidas apropriadas para avaliar o progresso clínico. Alguns optam pela redução ou eliminação das características de diagnóstico, definindo implicitamente a aparência típica como o objetivo da prestação de serviços. Tal abordagem muitas vezes interfere em objetivos mais significativos e centrados na pessoa; causa danos às pessoas com deficiência; e é desnecessária para lidar com características que são intrinsecamente prejudiciais ou pessoalmente angustiantes, como a auto-mutilação. Partes interessadas devem reavaliar medidas de resultados que procuram eliminar características relacionadas à deficiência que são estigmatizadas, mas não prejudiciais. Ao usar o autismo e o movimento de neurodiversidade emergente como um estudo de caso, este artigo explora os desafios éticos na seleção de medidas de resultados em diagnósticos de deficiência definidos por comportamento.”

Como pessoa com deficiência, sendo elas invisíveis, muitas pessoas perguntam-me como eu “supero” meu autismo para trabalhar, ter um parceiro e ser independente. Na verdade, eu não fiz. Não tenho as mesmas dificuldades que uma criança, porque sou adulta. Eu tenho, no entanto, dificuldades como adulta. Portanto, não poderia ser parecida com o seu filho, só porque também não sou uma criança. Um bom resultado para uma pessoa com deficiência não é necessariamente consertar a deficiência, ou passar por uma pessoa sem deficiência, mas sim adaptar o seu ambiente às suas necessidades, de forma a explorar todas as suas potencialidades, sem limitar a pessoa pela percepção de um incapacidade. Sou uma pessoa feliz, com trabalho e parceiro porque consigo acomodações e apoio nesses ambientes. Caso contrário, eu não teria nenhum dos dois. Não vou deixar de ser autista ou deixar de ter dificuldades decorrentes de o ser, mas posso adaptar a minha vida para que possa usar os meus pontos fortes e potencial para ser a melhor versão de mim mesma.

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#91Percent

Disabled women are 91% more likely than non-disabled women to die from COVID-19. 91%!!! This is criminal. It is social genocide.


Mulheres com deficiência têm 91% mais probabilidade de morrer de COVID-19 do que mulheres sem deficiência. Isto e criminal. Um genocidio social.

91%!!!!

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Autism Women's Rights

Domestic violence and Disabled Women

Disabled women have 2.5 times more probability of suffering domestic violence than other women, according to the Office of National Statistics.

However, when they try to leave this situation, they have less options.

The reality is, for many disabled women, their own carers are their abusers. Those can be their partners, family, or support worker. However, in the UK, this is not considered domestic violence. Since for some disabled woman, their own carers/partners are their link to society, it is very difficult to break that link.

  • Some shelters do not have BSL interpreters, which means deaf women do not have a way to comunicate. For some deaf women, their own partners were their interpreters, which means they are breaking away of their source of communication.
  • Some shelters do not have the ability to receive women in wheelchairs or with others similar needs.
  • Learning disabilities sometimes need communication delivered in easy read guides, which are not always available.
  • Lack of access by suport workers to shelters might limit daily support
  • It might be difficult to isolate women from their carers and to communicate to access abuse. In the case that their carers take them to the doctor, they might be constantly in their company.
  • Lack of trained shelter workers on disabilities, specially developmental disabilties
  • Lack of Call lines options for deaf and hard of hearing
  • The lack of sensory aware shelters might lead autistic women to not being able to actually live in one, due to sensory overwhelm.

This is obviously not faults of the shelters, who are incredibly underfunded and do miracles to support all women, but it is important to mention this lack of access so shelters are funded properly, and no woman is left behind.

There are some ableism involved in this too:

  • Sometimes we are made to believe that the carer is giving a lot for our care, and no one else would want to have a relationship in those conditions, so we should be “grateful”
  • Learning disabilities or Autism might lead people to not believe the woman, due to preconceived ideas of their cognitive abilities.
  • The lack of eye contact in Autism might lead to police think the woman is hiding something, or not being thrutful.
  • Not “believable witnesses” by the police
  • Carers always present, not leaving space for women to report them

There are several forms of other violence against women, and I will make a post about it soon.

The reality is, for many disabled women, their own carers are their abusers. Those can be their partners, family or support workers. However, in the UK, this is not considered domestic violence. Since for some disabled women, their own carers/partners are their link to society, it is very difficult to break that link, without exposing disabled women to other risk.

We need more disabled women in survivors’s organizations, shelters and politics. We need to fund properly shelters and domestic violence support organization.

If we are more exposed to violence, we are deserving of the same access.

If you feel in danger please contact: https://www.refuge.org.uk/


Violência doméstica e mulheres com deficiência

Mulheres com deficiência têm 2,5 vezes mais probabilidade de sofrer violência doméstica do que outras mulheres, de acordo com o ONE do Reino Unido.
Porém, quando tentam sair dessa situação, têm menos opções.

A realidade é que, para muitas mulheres com deficiência, os seus próprios cuidadores são os agressores. Esses podem ser seus parceiros, família ou trabalhador de apoio. Visto que, para algumas mulheres com deficiência, seus próprios cuidadores/parceiros são o seu elo com a sociedade (por exemplo interpretes), é muito difícil romper esse vínculo.

  • Alguns abrigos não têm intérpretes LGP, o que significa que as mulheres surdas não têm uma forma de se comunicar. Para algumas, os próprios parceiros eram seus intérpretes, o que significa que estão rompendo com sua fonte de comunicação.
  • Alguns abrigos não têm capacidade para receber mulheres em cadeiras de rodas ou com outras necessidades semelhantes.
  • As deficiencias intelectuais às vezes precisam de comunicação fornecida em guias de leitura fácil, que nem sempre estão disponíveis.
  • A falta de acesso dos trabalhadores de apoio aos abrigos pode limitar o apoio diário
  • Pode ser difícil isolar as mulheres de seus cuidadores, visto que estes podem estar constantemente na sua presenca, por isso é importante criar espacos seguros para isolar e conversar com mulheres.
  • Falta de trabalhadores de abrigos treinados sobre deficiências, especialmente deficiências de desenvolvimento
  • Falta de opções de linhas de chamada para surdos e deficientes auditivos
  • A falta de abrigos com consciência sensorial pode levar mulheres autistas a não serem capazes de realmente viver em um, devido à sobrecarga sensorial.

Isso obviamente não é culpa dos abrigos, que são incrivelmente subfinanciados e fazem milagres para apoiar todas as mulheres, mas é importante mencionar essa falta de acesso para que os abrigos sejam financiados adequadamente e nenhuma mulher seja deixada para trás.

Existem algumc capacitismo envolvido nisto também:

  • Às vezes somos levados a acreditar que o cuidador está a sacrificar muito pelo nosso cuidado e ninguém mais gostaria de ter um relacionamento nessas condições, então devemos ser “gratas”
  • Dificuldades intelectuais ou autismo podem levar as pessoas a não acreditarem na mulher, devido a ideias pré-concebidas de suas habilidades cognitivas.
  • A falta de contato visual no autismo pode fazer com que a polícia pense que a mulher está a esconder algo.
  • Não são “testemunhas credíveis” da polícia
  • Cuidadores sempre presentes por pensarem que a mulher não tem capacidade de decidir sozinha, não deixando espaço para as mulheres denunciá-los

Existem várias outras formas de violência contra a mulher, e farei um post sobre isso em breve.

Precisamos de mais mulheres com deficiência nas organizações de sobreviventes, abrigos e política. Precisamos financiar adequadamente abrigos e organizações de apoio à violência doméstica.

Se estivermos mais expostos à violência, merecemos o mesmo acesso.

Se sofre violencia domestica ou conhece alguem, poderá contactar a APAV:
• Pela Linha de Apoio à Vítima – 116 006 | chamada gratuita | dias úteis das 09h às 21h;
• Através de qualquer Gabinete de Apoio à Vítima da APAV (contactos em https://apav.pt/apav_v3/index.php/pt/contactos).
Para as vítimas de crime e violência com deficiência auditiva, a APAV disponibiliza também o Serviço de Vídeo Intérprete de Língua Gestual Portuguesa – Serviin, ampliando a sua disponibilização na rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima, na Linha de Apoio à Vítima – 116 006 e nos demais serviços de proximidade.

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Autism

Disability guide to cope with COVID-19 uncertainty

How to cope with COVID-19 uncertainty? Ask Disabled people.

The truth is we are the experts at dealing with uncertainty. We are not great at it, but we sure had to learn how to cope with it.

COVID-19 brought a lot of anxiety, stress and mental health issues. The fact that we do not know what rules are going to apply tomorrow, and the mass disabling (besides the people that died) from COVID-19, lead to an increasing number of neurotypical or non-disabled people, suddenly feeling what we, disabled people, feel on a daily basis. So here are the disabled guide to a better life with uncertainty!

  1. Organize yourself: the more anxious we are, less executive functioning ability we have. This means dealing with organizing, planning, managing our life in general. Check some phone apps to keep you organize and to remind you of important meetings/tasks/routines you need to do. It will take the weight of memory. I use Tiimo (paid), Google notes (free) and Anylist (free).
  2. Create a Routine: try to develop a daily routine. If possible, exercise (not feasible for many people), but have a daily specific things you always do, like start and finishing working at the same time, talk with friends at a specific time, play videogames after 20h, etc. It will give you a sense of control.
  3. Step away from the news: sometimes news can be very overwhelming and trigger all our senses of flight or fight. It is important to be informed, but it is also important to know when to step back and take care of yourself
  4. Check in on yourself: anxiety brings sometimes a nasty pervasive feeling of lack of control, which mixes our feelings until we have no idea how we feel. It is ok, and normal. Check in how you feel everyday. We have difficulty identifying emotions, so it is important to just look inwards and ask how you are, truly, and what are your needs.
  5. Allow yourself to fulfill your needs: do you need to exercise? to stim? to sing on the top of your lungs? to be silly? to call a friend? Allow yourself to, after checking in how you feel, to actually fulfill those needs, even if they are “weird” by other people’s standards.
  6. Drink water and have a healthy diet: the less executive functioning we have, the less essential daily care we do. Anxiety can impatc that. Make sure to have a couple of quick and easy healthy recipes available where you don’t need to think too much, and don’t forget to drink water (just reminded myself with this).
  7. Energy is LIMITED: everyone’s energy is limited, specially if you struggle with disability or mental health. Some non-disabled people tend to take energy as a given, but we have to balance our energy in a very conscious way to not run out of it. Be protective of your energy, and be mindfull where you waste it. If you are low on energy, make sure to rest.
  8. Rest: there are different ways to rest. You can go to sleep or have a nap, play videogames, watch Netflix, go for a walk into nature. Whatever it makes you recharge, don’t forget to do it.

COVID-19 is a mass disabling event. This means a lot of non-disabled people will became disabled after getting the disease. This comes in the form of long-covid, fatigue, respiratory issues, cardiac issues, and others. Also, it comes with a staggering ammount of mental health issues on a population that suddenly saw themselves like some disabled people live: stuck in their homes, having to deal with an inhuman level of anxiety for their future. Welcome folks! This is being ignored, and the amount of issues our generation will have to deal will be overwhelming when things calm down.

For now, I hope these tips can help you and your loved ones to get a bit extra sense of control. Anxiety is real, and will not be fixed by saying “just relax”. It’s pervasive, and debilitating. Above all, be aware that your feelings, experiences and mental health are valid.

Address them without shame.


Guia das pessoas com deficiência para lidar com a incerteza do COVID-19

Como lidar com a incerteza do COVID-19? Pergunte às pessoas com deficiência. A verdade é que somos especialistas em lidar com a incerteza, porque tivemos que aprender como lidar com isso.

COVID-19 trouxe muitos problemas de ansiedade, stress e saúde mental. O facto de não sabermos quais as regras que vão aplicar amanhã, e a incapacitação em massa (além das pessoas que morreram) do COVID-19, levam a um número crescente de pessoas neurotípicas ou sem deficiência, sentindo de repente o que nós, pessoas com deficiência, sentimos diariamente. Então, aqui está o guia para uma vida melhor com incertezas:

  1. Organize-se: quanto mais ansiosos estamos, menos capacidade de função executiva temos. Isso significa lidar com a organização, o planeamento e a gestão da nossa vida em geral. Escolha alguns aplicativos de telemovel para ajudar a se manter organizado e lembrar de reuniões/tarefas/rotinas importantes. Vai diminuir esse peso de memória. Eu uso Tiimo (pago), Google notes (grátis) e Anylist (grátis).
  2. Crie uma rotina: tente estabelecer uma rotina diária. Se possível, faça exercícios (não é viável para muitas pessoas), estabeleca quando começar e terminar o trabalho sempre na mesma hora, conversar com os amigos em um horário específico, jogar videojogos depois das 20h, etc. Ira aumentar a sua sensação de controle.
  3. Afaste-se das notícias: às vezes as notícias podem sobrecarregar muito e accionar todos os nossos sentidos de fuga ou luta. É importante estar informado, mas também é importante saber quando dar um passo para trás e cuidar de si mesmo
  4. Verifique como se sente: a ansiedade às vezes traz uma sensação desagradável de falta de controle, que mistura os nossos sentimentos até que não tenhamos ideia de como nos sentimos. Verifique como você se sente todos os dias. Temos dificuldade em identificar emoções, por isso é importante apenas olhar para dentro de nos proprios e perguntar como está, de verdade, e quais são as suas necessidades.
  5. Permita-se satisfazer suas necessidades: precisa se exercitar? fazer stim? cantar no topo dos pulmões? fazer uma brincadeira? ligar para um amigo? Depois de verificar como se sente, permita-se atender a essas necessidades, mesmo que sejam “estranhas” para os padrões de outras pessoas.
  6. Beba água e tenha uma dieta saudável: quanto menos funções executivas tivermos, menos cuidados diários essenciais teremos. A ansiedade piora isso. Certifique-se de ter algumas receitas saudáveis ​​rápidas e fáceis disponíveis, onde não precisa pensar muito. E não se esqueça de beber água (acabei de me lembrar disso).
  7. Energia é LIMITADA: a energia não é infinita, especialmente se tem deficiência ou dificuldades a nivel de saúde mental. Algumas pessoas sem deficiência tendem a aceitar a energia como inesgotavel, mas PCD temos que equilibrar a nossa energia de uma maneira muito consciente para não ficar sem ela. Proteja sua energia e esteja atento a onde a desperdiça. Se estiver com pouca energia, certifique-se de descansar.
  8. Descansar: existem diferentes maneiras de descansar. Pode ir dormir ou tirar uma sesta, jogar videojogos, assistir Netflix, dar um passeio na natureza. Seja o que for que o faça recarregar, não se esqueça de fazer isso.

COVID-19 é um evento de incapacitação em massa. Isso significa que muitas pessoas sem deficiência se tornarão PCD após contrair a doença. Isso vem na forma de COVID-19 longo, fadiga, problemas respiratórios, problemas cardíacos e outros. Além disso, vem com uma quantidade impressionante de problemas de saúde mental numa população que de repente se viu como algumas pessoas com deficiência vivem: presos em suas casas, tendo que lidar com um nível desumano de ansiedade pelo futuro. Bem-vindos pessoal! Isso está sendo ignorado, e a quantidade de problemas que a nossa geração terá de lidar será esmagadora quando as coisas se acalmarem.

Por enquanto, espero que essas dicas possam ajudar você e os seus entes queridos a ter uma sensação extra de controle. A ansiedade é real e não se corrige ao dizer “apenas relaxe”. Pode ser generalizada e debilitante. Acima de tudo, esteja ciente de que os seus sentimentos, experiências e saúde mental são válidos.

Aborde-os sem vergonha.

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Autism

Happy International Day of People with Disabilities!

Did you know that 1 in 5 people has a disability and that 80% of them are invisible disabilities?

We have to celebrate all kinds of disabilities, because it’s not an ugly word, and avoiding saying it ends up making who we are a taboo, and to not talk about our needs and who we are.

I have two disabilities: I use a hearing aid and I am autistic, and I have a chronic illness. It is important not to focus and hear about just one disability, because in addition to be possible to have more than one, it is the only minority that anyone can join at any point in life.

Following other people with different races, sexual orientations, disabilities, social strata, etc., allows us to better understand the need for accessibility and improvements that we still have to make in our society.

Here are some people with disabilities or disabilities other than Autism, on Instagram, to follow:

  • @chronicallycranky
  • @drewgurza
  • @aaron___philip
  • @upgradeaccessibility
  • @nina_tame
  • @crutches_and_spice
  • @chellaman
  • @the.chronic.couple
  • @wheelchair_rapunzel
  • @lorrayne_carolyne
  • @dayane.limaa
  • @tephmarques

Feliz Dia Internacional das Pessoas com Deficiência!

Sabia que 1 em cada 5 pessoas tem uma deficiência e dessas, 80% são invisíveis?

Temos que celebrar todo o tipo de deficiência, porque não é uma palavra feia, e evitar dizer acaba por tornar quem somos num tabu.

Eu tenho duas deficiências, uso aparelho auditivo e sou autista, e tenho um doença crónica. É importante não nos focarmos apenas numa deficiência porque para além de podermos ter mais que uma, é a única minoria para o qual qualquer pessoa pode entrar a qualquer ponto da vida.

Seguindo outras pessoas com diferentes raças, orientações sexuais, deficiências, estrato social, etc, permite compreendermos melhor a necessidade de acessibilidade e melhorias que ainda temos que fazer na nossa sociedade.

Aqui vão algumas pessoas com deficiência ou incapacidades diferentes de Autismo, no Instagram, para seguirem:

  • @chronicallycranky
  • @drewgurza
  • @aaron___philip
  • @upgradeaccessibility
  • @nina_tame
  • @crutches_and_spice
  • @chellaman
  • @the.chronic.couple
  • @wheelchair_rapunzel
  • @lorrayne_carolyne
  • @dayane.limaa
  • @tephmarques
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Autism

Masks and hearing disabilities

What NOT to do to try to include people with hearing disabilities!

You know that you have a disability when you see these kinds of things and think.. whoever created this cannot be disabled.

Please, do not share this type of mask. I wear a hearing aid and would never wear it.

First, it doesn’t help at all. The fact that I had this on my mask wouldn’t do anything, half do not know what it is and what helps me is when other people use masks with a transparent window to read their lips. Trying to warn other people of my disability doesn’t helped me much.

Second, putting an ID to disclose medical information seems to me to be unfair. This is not inclusion or trying to make society more accessible, but to stick an image on the forehead of people with disabilities saying “be patient that this one is not normal.” Disabled people shouldn’t need to divulge personal and medical information to be included.

Third, it is very ableist to brand disabled people instead of changing the world. By changing something in us, society is implying that we have the problem. We have a disability yes, so does 20% of the population. It is not our fault, and putting the responsibility of equality on our side you are implying we need to change, not society.

And last but most importantly, woman with a disability one of the biggest problems of this is security. It is dangerous to identify ourselves as having hearing disability as there are many people out there who will see this as a sign of vulnerability. Women with disabilities are already much more likely to experience abuse, violence, etc., so we don’t want to make this easier by posting a public notice.

Well this is my opinion.

Do you want equity and accessibility in masks for people with disabilities? Wear a mask with a transparent window.

Student Makes Special Face Mask For People Who Are Deaf Or Hard Of Hearing  - UNILAD
Use THIS instead for inclusion!

Change society instead of trying to segregate us by putting “Warning” signs on our bodies.

P.S. Just so you can understand the problem better, I went to the supermarket this week and had to ask a question to an employee. After not understanding for 4 times (while she rolled her eyes), she took the mask and repeat it, putting me and her and danger.


Sabes que és PCD (pessoa com deficiência) quando vês este tipo de coisas e pensas.. quem criou isto não pode ser PCD.

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Não partilhem este tipo de máscara.

Não partilhem este tipo de máscara. Eu uso aparelho auditivo e nunca a usaria.

Primeiro, não ajuda em nada. O facto de eu ter isto na máscara não ia fazer nada, metade não sabe o que é e o que me ajuda é quando outras pessoas usam as máscaras com janela transparente para ler os lábios.

Segundo, colocar uma identificação a divulgar informação médica parece-me que não é justo. Isso não é inclusão nem tentar tornar a sociedade mais acessível mas sim espetar uma imagem na testa das pessoas com deficiência a dizer “tenham paciência que este aqui não é normal.”

Terceiro, é muito capacitista marcar pessoas com deficiência em vez de mudar a sociedade. Temos uma deficiência sim, 20% da população também. Não é nossa culpa, e ao colocar a responsabilidade da igualdade do nosso lado está a sugerir que precisamos mudar, e que igualdade é da nossa responsabilidade, não da sociedade.

Por ultimo, como mulher com deficiência um dos maiores problemas disto é segurança. É perigoso identificarmo-nos como com dificuldades de audição visto haver muitas almas por ai que vão ver isso como sinal de vulnerabilidade. Mulheres com deficiencias já têm uma probabilidade bem maior de sofrer abuso, ataques, etc, não queiram tornar isso mais fácil ao pôr um aviso público.Bem esta é a minha opinião.

Querem equidade e acessibilidade nas máscaras para pessoas com deficiência? Usem máscara com janela transparente.

Student Makes Special Face Mask For People Who Are Deaf Or Hard Of Hearing  - UNILAD
Usem isto!

Mudem a sociedade em vez de nos tentar segregar ao colocar “Avisos” no nosso corpo.

P.S. Só para entenderem melhor o problema, fui ao supermercado esta semana e tive que fazer uma pergunta para uma funcionária. Depois de não entender por 4 vezes (enquanto revirava os olhos), ela tirou a máscara e repetiu, colocando-me a mim e a ela em perigo.

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Ableism

Ableism

Ableism is the discrimination and social prejudice against people with some disability, whether chronic or mental illness, Autism, hearing problems , wheelchair use, etc. Ableism assumes that people with disabilities are “inferior” to those without disabilities, directly or indirectly.

Types of Ableism

1. Infantilizing adults: Do not treat autistic or disabled adults like children. To assume that we have a low intellect is prejudiced and wrong. Adult is adult, even if they actually have an intelect impairement.

2. Lack of accessibility: To not promote accessibility for everyone. It may be due to lack of ramps, interpreters, etc.

3. “Inspiration”: People with disabilities do not exist to make the world feel “inspired”. The only reason we have to overcome difficulties is because they do not design society to count with us, When someone is successful against “all odds”, it is because the odds are against us. It also implies that disabled people can’t be succesful, which is not true.

4.Language: The most obvious. Using illnesses/ disorders /disabilities or just differences as an insult reinforces that these people are so “unwanted” that they can be used as an insult. Do not use “r**arded”, “seems bipolar” or “so autistic”. Have common sense and humanity.

5. Minimizing disability: Saying “you don’t look autistic” is not a compliment, and thinking it is, is offensive, as it implies that being autistic is “unwanted” and it is better not to be. We all have different difficulties and people with disabilities have to get used to a society not designed for them. Be respectful.

6. Doubting a disability: many disabilities are invisible and have no face. Mental, and chronic ilnesses, Autism, hearing problems, are invisible. Don’t doubt a disability just because you don’t see it.

7. Lack of representation: Lack of representation is quite common in all disabilities. Mental illnesses to be used in horror movies, autistic people are “quirky” and cold, or to speak only of the “pain” of disability, not being representative. In general, the disabled person is used as a “token”, a secondary character, just to show integration, but rarely as a protagonist or representative of the community. The media also rarely calls autistic people to talk about their experiences, only giving the space to healthcare professionals or mothers of autistic people.

8. Feeling pity: Our difficulties are usually related to the lack of space in society for people like us and the lack of tolerance for our differences, not about who we are. We are no less than you, we are different.

9. To assume lack of ability: Just because we have a disability does not mean that we have no skills. Just because we are non-verbal does not mean that we are not intelligent. Just because we are autistic does not mean that we are bad mothers. Just we have a wheelchair does not mean that we are not independent. Even certain laws sometimes assume a lack of capacity in certain areas just because of a disability.

It is important to recognize the types of ableism in ourselves and others, and to prevent it from happening, for a more inclusive and representative society.

After all, 20% of society has some kind of disability, and this minority is the only one that anyone can join at any time in their life.

Remember that they are not just disabilities, they are different abilities.


Capacitismo

Capacitismo é a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma incapacidade (não gosto de dizer deficiência, que implica um déficit), seja doença crónica ou mental, Autismo, problemas auditivos, uso de cadeira de rodas,etc.

O capacitismo pressupõe que pessoas com incapacidades são “inferiores” a quem não tem incapacidades.

Tipos de Capacitismo

1. Infantilização de adultos: Não trate adultos autistas ou com incapacidades como crianças. Assumir que temos baixo intelecto é preconceituoso e errado. Adulto é adulto.

2. Falta de acessibilidade: Não promover a acessibilidade de todos. Pode ser por falta de rampas, de intérpretes, etc.

3. “Inspiração”: Pessoas com incapacidades não existem para fazer o mundo se sentir “inspirado”. A única razão para termos que ultraassar dificuldades é por não desenharem a dociedade a contar connosco, Quando alguém é bem-sucedido contra “todas as probabilidades”, é porque as probabilidades estão contra nós.

4.Linguagem: O mais óbvio. Usar doenças/transtornos/incapacidades ou apenas diferenças como insulto reinforça que essas pessoas são tão “indesejadas” que podem ser usadas como insulto. Não use “r*tardado”, “parece bipolar” ou “que autista”. Tenha bom senso e humanidade.

5. Minimização da incapacidade: Dizer “não parece autista” não é um elogio, e pensar que é, já é ofensivo, pois implica que ser autista é algo “indesejado” e é melhor não se ser. Todos temos dificuldades diferentes e pessoas com incapacidades têm que se habituar a uma sociedade não desenhada para eles. Respeite.

6. Assumir que não têm incapacidade: muitas incapacidades são invisíveis e não têm cara. Doenças mentais, e crónicas, Autismo, problemas auditivos, são invisíveis. Não duvide de uma incapacidade só porque não a vê.

7. Falta de representação: A falta de representação é bastante comum em todas as incapacidades. Doenças mentais a serem usadas para filmes de terror, autistas são “quirky” e frios, ou falam apenas na “dor” da incapacidade, não sendo representativo. Em geral, o incapacitado é usado como “token”, uma personagem secundária, só para mostrar integração, mas raramente como protagonista ou representativo. A imprensatambém raramente chama pessoas autistas para falar sobre suas experiências, dando apenas espaço a profissionais de saúde ou mães de pessoas autistas.

8. Sentir pena: As nossas dificuldades normalmente estão relacionadas com a falta de espaço na sociedade para pessoas como nós e falta de tolerância para as nossas diferenças, não com quem somos. Nós não somos menos, somos diferentes.

9. Assumir falta de capacidade: Só porque temos uma incapacidade, não significa que não temos habilidades. Só por sermos não verbais, não significa que não somos inteligentes. Só por sermos autistas, não significa que somos más mães. Só por termos uma cadeira de rodas, não significa que não somos independentes. Até certas leis por vezes assumem falta de capacidade em certas áreas apenas por uma incapacidade.

É importante reconhecermos os tipos de capacitismo em nós e nos outros, e evitar que aconteça, para uma sociedade mais inclusiva e representativa.

Afinal, 20% da sociedade tem algum tipo de incapacidade, e esta minoria é a única que qualquer pessoa se pode juntar a qualquer momento da sua vida.

Lembre-se que não são apenas incapacidades, são diferentes capacidades.