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Hyperbaric Oxygen Therapy

Hyperbaric Oxygen Therapy is one of the many unproven therapies that go around to treat autistic people. This week an article came out with a literature review on it’s effectiveness.

“hyperbaric oxygen therapy (HBOT), which involves breathing high levels of oxygen inside a special chamber in which pressure is usually greater than 1.4 ATA (absolute atmosphere). Hyperbaric hyperoxia is an artificially induced phenomenon used with great success in HBOT in the therapy of late radiation-induced tissue damage, problematic wounds, decompression sickness or emboli (..). HBOT may also cause side effects in the form of ear barotrauma, fatigue, headaches or claustrophobia. Despite the fact that HBOT is not a therapy recommended by specialists and institutions/organizations/expert teams related to the treatment of autism, many parents of afflicted children still take this form of therapy.”

“Abstract: Autism spectrum disorder (ASD) is a common neurodevelopmental disorder determined by a complex of factors (genetic and environmental). On a pathophysiological basis hyperbaric oxygen therapy (HBOT) has been suggested as an effective therapeutic method in ASD, and thus many parents/guardians attempt to treat their child with ASD using this method. Therefore, this review aimed to verify the significant therapeutic value of this method for individuals with ASD. The literature review included all articles from the last 5 years (2015-2021) that met the inclusion criteria-both original papers and literature reviews. None of the 10 literature reviews indicated that HBOT was a clearly effective form of therapy in the case of ASD. Two out of four papers presenting the results of the intervention studies also did not recommend the use of this form of therapy in children with ASD. The results of the other two studies were not entirely relevant to the purpose of this review because one study had no control group, while the other study focused solely on auditory processing disorders. A review of the literature on whether HBOT as a therapy significantly affects the symptoms of ASD does not confirm its effectiveness.”

In conclusion is said that “It is possible that future research will reveal specific groups of children for whom the use of HBOT could be beneficial due to their specific problems, but the current state of knowledge does not confirm the legitimacy of its use in the entire developmental population diagnosed with ASD.”

Reality is HBOT is incredibly expansive and don’t seem to be that effective in a lot of autistic people. The utilization of HBOT was base on the fact that some autistic people have a lower blood flow to the brain, which is not common in all autistics. Many parents feel the need to follow some doctors advise and spend a lot of many in these therapies that might end up not helping at all, instead of giving support with occupational or speech therapy. Any therapy with the primary goal of curing or decreasing Autism is not going to be effective, period. What is effective, is the support of specific needs and difficulties of the autistic, in order to develop an independent and happy life.

The main error of therapies keep being to generalize and try to find a “fit-all” treatment to autistic people, instead of personalizing to specific co-occurrences and to the needs of the autistic person. If there is not two autistic people alike, the answer to help them can’t and should not be one either.



Oxigenoterapia hiperbárica

A oxigenoterapia hiperbárica (OTH) é uma das muitas terapias não comprovadas que existem para tratar autistas. Esta semana vi um artigo com uma revisão da literatura sobre sua eficácia.

“oxigenoterapia hiperbárica (OTH), que envolve a respiração de altos níveis de oxigênio dentro de uma câmera especial na qual a pressão é geralmente maior que 1,4 ATA (atmosfera absoluta). A OTH é um fenômeno induzido artificialmente usado com grande sucesso na terapia de dano tardio ao tecido induzido por radiação, feridas problemáticas, doença descompressiva ou êmbolos (…). OTH também pode causar efeitos colaterais na forma de barotrauma de ouvido, fadiga, dores de cabeça ou claustrofobia. Apesar do fato de OTH não ser uma terapia recomendada por especialistas e instituições/organizações/equipas de especialistas relacionadas ao tratamento do autismo, muitos pais ainda fazem essa forma de terapia.

“Resumo: (..) Em uma base fisiopatológica, oxigenoterapia hiperbárica (OTH) tem sido sugerido como um método terapêutico eficaz no Autismo, e por isso muitos pais/responsáveis ​​procuram tratar seus filhos com PEA por meio desse método. Portanto, esta revisão teve como objetivo verificar o valor terapêutico significativo desse método para indivíduos com PEA. Revisão da literatura incluiu todos os artigos dos últimos 5 anos (2015-2021) que atenderam aos critérios de inclusão – tanto artigos originais quanto revisões de literatura. Nenhuma das 10 revisões de literatura indicou que OTH foi uma forma claramente eficaz de terapia no caso de PEA. De quatro artigos que apresentam os resultados dos estudos de intervenção também não recomendam o uso desta forma de terapia em crianças com PEA. Os resultados dos outros dois estudos não foram inteiramente relevantes para o estudo porque um estudo não tinha grupo de controlo, enquanto o outro focava-se apenas em distúrbios do processamento auditivo. A revisão da literatura sobre se a OTH como terapia afeta significativamente os sintomas de PEA, não confirma sua eficácia. “

Em conclusão é dito que “É possível que pesquisas futuras revelem grupos específicos de crianças para quem o uso de OTH pode ser benéfico devido aos seus problemas específicos, mas o atual estado de conhecimento não confirma a legitimidade do seu uso em toda a população em desenvolvimento com diagnóstico de PEA. “

A realidade é que o OTH é incrivelmente cara. A utilização da OHB foi baseada no fato de que algumas pessoas autistas têm um fluxo sanguíneo mais baixo no cérebro, o que não é comum em todos os autistas. Muitos pais sentem a necessidade de seguir alguns conselhos médicos e gastam muito nessas terapias que provavelmente vai acabar por não ajudar em nada, ao invés de dar apoio com terapia ocupacional ou da fala. Qualquer terapia com o objetivo principal curar ou diminuir o Autismo, não vai ser eficaz, ponto. O que e eficaz, e o apoio de necessidades e dificuldades especificas do autista, com o intuito de desenvolver uma vida independente e feliz.

O principal erro das terapias continua a ser generalizar e tentar encontrar um tratamento geral para todas as pessoas autistas, em vez de personalizar para co-ocorrências específicas e para as necessidades do autista. Se não existem dois autistas iguais, a resposta para os ajudar também não pode e não deve ser uma.