Taxing the richest 1%

Also, these sectors are mainly populated by women, decreasing the gender pay gap, increasing opportunities for women in the work market, and lowering child poverty and food insecurity.

Se o 1% mais rico pagar mais 0.5% de imposto da sua riqueza nos próximos 10 anos, podia criar investimento para 117 milhões de empregos em cuidados de idosos e de crianças, educação e saúde.

Para além disso, estes sectores são maioritariamente ocupados por mulheres, diminuindo disparidades salariais entre homens e mulheres, aumentando o número de mulheres no mercado de trabalho, e baixando a pobreza de crianças e insegurança alimentar.


Wealth Inequality

Data from Oxfam Report 2020 – Time to Care

Inequality is on the rise.

According to a study of the “American Dream“, 92% of the people born in the 1940s had higher earnings at age 30 than their parents had with the same age, while only half of the people born in the 1980s earn the same or more.

Since the economic crisis in 2008, and the current crisis started by the pandemic, millionaires are getting richer, while the lower and middle class are losing their jobs, homes and savings.

We need a sustainable, more equal future.

Os 22 homens mais ricos do Mundo têm mais riquexa que todas as mulheres em África. Dados de Relatório Oxfam 2020 – Time to Care.

A Desigualdade está a aumentar.

De acordo com um estudo sobre “Sonho Americano“, 92% das pessoas nascidas na década de 1940 tiveram salários (ou ganhos) maiores aos 30 anos do que seus pais com a mesma idade, enquanto apenas metade das pessoas nascidas na década de 1980 ganha o mesmo ou mais.

Desde a crise económica de 2008 e a actual crise iniciada pela pandemia, os milionários estão a ficar mais ricos, enquanto a classe média e baixa estão a perder os seus empregos, casas e economias.

Precisamos de um futuro sustentável e mais igualitário.

Conversations Equality

Brazil inequality and a pandemic

Open graves in Cemitério Parque de Manaus 21/04/2020 – Sandro Pereira/Fotoarena/Agência O Globo

“So what? I am sorry. What do you want me to do?” That was what President Bolsonaro said, when reporters asked for a comment on how Brazil’s deaths passed China’s. Along with attempts to strip indigenous tribes of their lands, burn Amazonia to give space to the meat industry, support torture and dictatorship, attack women and queer people on national television, Bolsonaro is now advancing a genocide of the poor. He continuously denied the virus and pushed for the Economy to continue. “A little flu” he said.

Why is that important?

While some of the leaders of the developed countries made incompetent decisions that cost dearly to their citizens, there is now a consensus on how important is it to shield people from a pandemic. In Brazil, however, the President continues to deny it. We might not know about the impact on the Brazilian population until this is over, but I decided to bring you a conversation on the impact that we know.

The number of people that fall below the poverty line (receiving less thn 1.90$ a day) has been growing since 2014, with an increase of 2 million people from 2016 to 2017. There are currently 11,4 million people living in favelas. There are several areas with sanitation issues at the moment, and some didn’t had water to wash their hands. In the North, 79,3% of brazilian people lives without sewage, which drops to 39,5% nationally. The favelas are communities, and is not uncommon to have the full family leaving under the same roof.

Which is partcularly dangerous because some of the people just can’t afford to stay home. Sometimes with a full family to support, staying at home is impossible if in a normal day you already have difficulty in paying bills.

79,9% of the brazilians, according to IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics), has Internet at home. The refusal of the government to cancel the national exams for University led to a lot of students, to have to leave their house to try to download didactic contents. Even when they have access, normally is with a smartphone. The lack of resources will bring more inequality to who gets to enter University. Black and indigenous communities are the most affected by inequality, making this the perfect tool for segregation.

The first death in Rio de Janeiro was a cleaner for a rich household who had visited Italy and was waiting for the test’s result. There was no attempt of protecting their employee. Although the city governors tried to lockdown their cities and attempt to slow down propagation, the resistance of the government in dealing with the virus, and their insistence in opening the country, lead to one of the worst propagation in the world.

In Rio de Janeiro, the richer areas, like Copacabana and Ipanema, were the first that registered the virus, but is now much more present in poor areas around the city. According with the New York Times and Reuters, in Leblon, one of the richest areas in Rio de Janeiro, the death rate of confirmed infections is 2,4%, but Brasilândia, a poor neighborhood from Sao Paulo, is a staggering 52%.

The pandemic has now invaded the indigenous communities. After the fires, Bolsonaro announced last month that a vast Amazon reserve could be opened for mining, exposing a lot of isolated communities to the pandemic. The first indigenous death by COVID-19 was a teenager that was exposed to ilegal gold miners. Some communities are more than 850 kms from the nearest hospital in Manaus, Amazonas State, and even if they can reach it, Manaus is now drowning with cases, being one of the most affected in the country, and burying people in common graves. According to the official data, 532 people died by COVID-19, but 2,435 people were buried in April, compared with 871 burials during the same month a year ago.

A law was passed to speed up cremation or burial without a death certficate in case there is no family to identify the death, which hints on how the Government actually knows the impact of the pandemic. The emergency fund payments are only available after sign-up, which means public transport and hours in line waiting.

Many deaths are being classified as Respiratory syndrome or pneumonia, leaving the true level of slaughter a guess. If you go to the website, you can see that the death by respiratory failure are since 1 February to 12 May, 45298 deads, while in the same period last year was 38,726, which was an almost 16% increase since last year. Pneumonia had an increase of around 5000 death. But the confirmed COVID-19 deaths are at the moment 11.300.

Worldwide, we see governments leveling economy over people. Now, with economy crashing and a new crisis on the horizon, rich keep getting richer, while at home, while their workers sacrifice themselves to not starve.

There are a lot of countries struggling with the pandemic, and only History will tell what was the best policies to implement. However, it is different to be incompetent, from simply to not caring. Bolsonaro constantly showed that not only he has no idea of how to handle a pandemic, but also he doesn’t really care. The pandemic is supposed to have no creed or status, but Brazil was already a country of extremes, with millionaires and favelados, and death will be unequal too. The silence continues, as does the genocide of a nation.

About the President’s question, “What do yuo want me to do?”: Your job, Mr. President. We want you to do your job.

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?” Foi o que o presidente Bolsonaro disse, quando os repórteres pediram um comentário sobre as mortes do Brasil passaram as da China. Juntamente com as tentativas de retirar tribos indígenas de suas terras, queimar a Amazônia para dar espaço à indústria da carne, apoiar tortura e ditadura, atacar mulheres e pessoas homossexuais na televisão nacional, Bolsonaro está agora a promover um genocídio dos pobres. Ele negou continuamente o vírus e pressionou a economia a continuar. “Uma gripezinha”, disse ele.

Por que isso é importante?

Embora alguns dos líderes dos países desenvolvidos terem tomado decisões incompetentes que custam caro para seus cidadãos, existe um consenso sobre a importância de proteger as pessoas de uma pandemia. No Brasil, no entanto, o presidente continua a negar o seu impacto.

O número de pessoas que cai abaixo da linha da pobreza (recebe menos de 1.90$ por dia) tem subido desde 2014, com um aumento de 2 milhões de pessoas de 2016 a 2017. 11,4 milhões de pessoas vivem nas favelas. Existem várias áreas do país com problemas de saneamento e algumas não tinham água para lavar as mãos. No Norte, 79,3% da população brasileira vive sem esgoto, que cai para 39,5% em âmbito nacional. As favelas são comunidades e não é incomum ter toda a família a viver sob o mesmo tecto.

O que é parcialmente perigoso porque algumas pessoas simplesmente não se podem dar ao luxo de ficar em casa. Às vezes, com uma família inteira para sustentar, é impossível ficar em casa se num dia normal já tiver dificuldade em pagar as contas.

79,9% dos brasileiros, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), têm Internet em casa. A recusa do governo em cancelar os exames nacionais da Universidade levou muitos estudantes a sair de casa para tentar baixar conteúdos didácticos. Mesmo quando eles têm acesso, normalmente é com um smartphone. A falta de recursos trará mais desigualdade para quem entra na Universidade. As comunidades negras e indígenas são as mais afectadas pela desigualdade, sendo esta a ferramenta perfeita para segregação.

A primeira morte no Rio de Janeiro foi de uma empregada doméstica que trabalhava para uma família rica que tinha visitado Itália e estava a espera do resultado do teste. Não houve tentativa de proteger a empregada. Embora os governadores das cidades tenham tentado fechar suas cidades e controlar a propagação, a resistência do governo em lidar com o vírus e a insistência em abrir o país, levaram a uma das piores propagações do mundo.

No Rio de Janeiro, as áreas mais ricas, como Copacabana e Ipanema, foram as primeiras a registar o vírus, mas agora está muito mais presentes em áreas pobres da cidade. Segundo o New York Times e a Reuters, no Leblon, uma das áreas mais ricas do Rio de Janeiro, a taxa de mortalidade de infecções confirmadas é de 2,4%, mas Brasilândia, um bairro pobre de São Paulo, é um impressionante 52%.

A pandemia já invadiu as comunidades indígenas. Após os incêndios, Bolsonaro anunciou no mês passado que uma vasta reserva da Amazônia poderia ser aberta para mineração, expondo muitas comunidades isoladas à pandemia. A primeira morte indígena do COVID-19 foi um adolescente exposto a garimpeiros de ouro ilegais. Algumas comunidades ficam a mais de 850 km do hospital mais próximo de Manaus, no Amazonas, e mesmo que possam alcançá-lo, Manaus está afogado em casos, sendo uma das zonas mais afectadas no país e a fazer enterros em covas comuns. Segundo os dados oficiais, 532 pessoas morreram pelo COVID-19, mas 2.435 pessoas foram enterradas em Abril, em comparação com 871 enterros no mesmo mês do ano anterior.

Embora algumas informações que já estão a ser divulgadas sejam preocupantes, parece que a sub-notificação pode estar a esconder números maiores e mais assustadores.

Foi aprovada uma lei para acelerar a cremação ou o enterro sem um atestado de óbito, caso não haja família para identificar o morto, o que sugere como o governo realmente conhece o impacto da pandemia. Os pagamentos do fundo de emergência só estão disponíveis após a inscrição, o que significa transporte público e horas de espera na fila.

Muitas mortes estão sendo classificadas como síndrome respiratório ou pneumonia. Se for ao site, poderá ver que a morte por Síndrome respiratória desde 1 de fevereiro a 12 de maio, teve 45.298 mortos, enquanto que no mesmo período do ano passado foi de 38.726, o que representa um aumento de quase 16% desde o ano passado. Pneumonia teve um aumento de cerca de 5000 mortes. As mortes confirmadas pelo COVID-19 são actualmente 11.300, mas com a sub-notificação é impossível saber.

Em todo o mundo, vimos governos a colocar a economia sobre as pessoas. Agora, com a economia em colapso e uma nova crise no horizonte, os ricos ficam mais ricos, em casa, enquanto seus trabalhadores se sacrificam para não morrer de fome.

Muitos países estão a lutar contra a pandemia, e apenas a Historia dirá quais foram as melhores políticas a serem implementadas. Mas, é diferente ser incompetente, de simplesmente não se importar. Bolsonaro mostrou constantemente que ele não só não tem ideia de como lidar com uma pandemia, mas também não se importa. Supostamente a pandemia não tem credo nem estatuto, mas o Brasil já era um país de extremos, com milionários e favelados, e a morte será desigual também. O silêncio continua, assim como o genocídio de um povo.

Sobre a pergunta do Presidente: “O que você quer que eu faça?”: Seu trabalho, Sr. Presidente. Queremos que você faça seu trabalho.