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Autism

Intersectionality

Someone comment with me that they felt uncomfortable for me to do activism for Autism and for LGBTQI, and that Autism activism should remain unpolitical. So I decided to write something about Intersectionality and activism.

Activism is political. Any kind of activism, for whatever they are fighting for. We are fighting to change not only society’s views on disability, but also the politics on disability.

If I “withdraw” any political fight from my activism, there is nothing left for me to fight.

If I take away LGBTQI, I am ignoring myself and 69.7% of autistic people that in a study said to be non-heterosexual. 1

If I take away transgender or gender fluidity, I am ignoring the autistic people who are 6 times more likely to fall under this category.2

If I take away gender equality, I am ignoring the fact that women are less likely to receive a diagnosis, with 50% of boys being diagnosed before the age of 11, while only 20% of girls are. There might be around 200.000 girls and women undiagnosed in the UK. 3,4

If I take away race, I am ignoring all the black, indigenous and people of color who are 5.1 times more likely than white children to receive a wrong diagnosis of adjustment disorder than of ADHD, as well as being less likely to have a documented diagnosis of ASD.4,5

Any fight for equality is political, as long as politics continue to not be equal.

So, yes, I will continue to be political. Not because I want to be controversial, but because I want disabled people to have equality and inclusion within society, something that is still not garanteed by policies.


Interseccionalidade

Alguém comentou comigo que se sentiu desconfortável por eu fazer ativismo para o autismo e para LGBTQI, e que o ativismo do autismo deve permanecer não político. Então, decidi escrever algo sobre interseccionalidade e ativismo.

O Ativismo é político. Qualquer tipo de ativismo, seja pelo que for que lutam. Estamos a lutar para mudar não apenas a visão da sociedade sobre a deficiência, mas também as política que influenciam as pessoas com deficiência.

Se eu “retirar” qualquer luta política do meu ativismo, não resta mais nada para eu lutar.

Se eu retirar o LGBTQI, estou me a ignorar a mim mesma e 69,7% dos autistas que num estudo disseram ser não heterossexuais. 1

Se eu retirar a fluidez de gênero ou pessoas transgênero, estou a ignorar os autistas que têm 6 vezes mais probabilidade de se enquadrar nesta categoria. 2

Se eu retirar a igualdade de gênero, estou a ignorar o facto de que as mulheres têm menos probabilidade de receber um diagnóstico, com 50% dos meninos a ser diagnosticados antes dos 11 anos de idade, enquanto apenas 20% das meninas são. No Reino Unido, cerca de 200.000 mulheres e meninas autistas podem não ter o diagnostico. 3,4

Se eu eliminar a raça, estou a ignorar todos os negros, indígenas e pessoas de cor que têm 5,1 vezes mais probabilidade do que as crianças brancas de receber um diagnóstico errado de transtorno de ajustamento em vez de TDAH, além de terem mais probabilidade de terem um diagnóstico não documentado de TEA. 4 , 5

Qualquer luta pela igualdade é política, enquanto que a política continuar a nao garantir igualdade.

Então, sim, continuarei a ser política. Não porque quero ser polêmica, mas porque quero que as pessoas com deficiência tenham igualdade e inclusão na sociedade, o que ainda não é garantido, nem de perto, pelas políticas.

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Anti-Racism Conversations

Anti-racism and Intersectionality

Feminism has to accommodate for intersectionality. Intersectionality is the interconnected systems of oppression, when race, disability, social status, etc, cross in who we are. Feminism is not supporting women if doesn’t includes different experiences about what it means being one. Different people have different privileges and it is important to acknowledge them so no women is left behind, specially the women that suffer the most.
The media attention is now dying out and we need to keep momentum on #blacklivesmatter by continue to talk about black experiences and making positive changes in the system. There is still protestors in the street and we still need to keep a spotlight on the voices of Black women.
For whoever is trying, just know a lot of people is going to try to drain your energy by demanding explanations, many just to get you tired, without sources or truth. No one will change the minds that do not want to learn. Take care of yourself and keep fighting by changing the system, not individual minds.

Books that are indispensible as feminists:

  • Why I’m no Longer Talking with White People About Race – Reni Eddo-Lodge
  • Black Feminist Thought – by Patricia Hill Collins
  • How to Argue With a Racist – Adam Rutherford
  • Hood Feminism: Notes from the Women That a Movement – Mikki Kendall

“Eu não sou livre enquanto uma mulher não é livre, mesmo quando as suas algemas são muito diferentes das minhas. E eu não sou livre enquanto uma pessoa de Cor permanecer acorrentada. Nem qualquer um de vocês. Eu falo aqui como uma mulher de Cor que não se inclina à destruição, mas à sobrevivência.” 1981, Audre Lorde.

O feminismo tem que acomodar a interseccionalidade. Interseccionalidade são os sistemas intersectados de opressão e discriminação, quando raça, género, deficiência, status social, etc, se cruzam. O feminismo não está a apoiar todas as mulheres se não incluir experiências diferentes sobre o que significa ser mulher. Pessoas diferentes têm privilégios diferentes e é importante reconhecê-las para que nenhuma mulher seja deixada para trás, principalmente as mulheres que sofrem mais descriminação. A atenção da imprensa está a diminuir e precisamos manter o ímpeto do #blacklivesmatter continuando a falar sobre experiências negras e fazendo mudanças positivas no sistema. Ainda há manifestantes na rua.

Para quem continua a tentar, saiba que muitas pessoas tentarão drenar a vossa energia exigindo explicações, muitas apenas para nos cansar, sem fontes ou verdades. Ninguém vai mudar de ideia que não tem a intenção de aprender. Cuide de si, mas continue a lutar para mudar o sistema, não mentes individuais.

Livros indispensáveis a feministas:

  • Why I’m no Longer Talking with White People About Race- Reni Eddo-Lodge
  • Black Feminist Thought – by Patricia Hill Collins
  • How to Argue With a Racist – Adam Rutherford
  • Hood Feminism: Notes from the Women That a Movement – Mikki Kendall