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Using Autism as a legal defense

Alek Minassian was a self-proclaimed incel that drove a rented van into dozens of pedestrians on Yonge St., and his new legal defense is that his mental state was impaired, since he is Autistic. Alek killed 10 people and injured another 16.

This is not new either, since Jason Berlin, convicted of rape, had his sentence reduced by saying he is autistic and saying he now recognizing gang rape is bad. Also Lewis Vidler, who raped a woman when he was 16 years old. Jason Berlin, a pick-up artist, and his friends raped a woman they found her drunk. Jason’s victim, Claire, said in court “I’m scared this ASD diagnosis will be the excuse all pickup artists will use in the future”. As an autistic woman, I have the same fear.

This is very detrimental to all autistic people since it gives the idea that we can be violent, as there were already some ideas about this floated by some “researchers”, due to the wrong myth that autistic people have no empathy – link. It gives a legal precedent for murders and rapists to get away with criminal offenses, or having their sentences reduced, by saying they are autistic. It can also make society think that autistic people are dangerous, and people might tend to restrict our freedom by branding us as possible threat just for having Autism.

Several Autism Advocacy groups rejected and spoke against his new legal defense, some saying that “There is no psychosis in ASD and no tendency to anti-social behaviour any more than in the general population.” said Dr. Peter Szatmari, Chief, Child and Youth Mental Health Collaborative CAMH. 

“In reality, people on the autism spectrum and with other disabilities are much more likely to be victims of crime, rather than the perpetrators,” Autism Ontario said in a statement. “The myth that autism causes criminal behaviour is exactly that: a myth.”

“In reality, people on the autism spectrum and with other disabilities are much more likely to be victims of crime, rather than the perpetrators,” Autism Ontario said in a statement. “The myth that autism causes criminal behaviour is exactly that: a myth.”

In reality, Autism is in no way a precedent to be a criminal. In fact, a study showed autistic people have lower incidents of crime than the general population. Obviously, there are a lot of stigma in society, so if a murder is diagnosed with Autism, and since society still brands Autism as a mental issue, links are still being made. This is absolutely wrong, and shouldn’t be used as an excuse for criminal behaviour.

We tend to be rule followers. In no way Autism impaires the ability to distinguished right from wrong, and although we might sometimes question society ideas and struggle to “fit”, we are aware of the law and of what is right or wrong. I am incredibly worried by this new defense, because it frames Autism as a mental impairement and anti-social criminal behaviour, adding another myth to the never ending list of things us activists have to fight against.

Although we do have difficulty with social cues, those change depending on the group of people we are with, or religion, or country, and are “not written rules” that we seemed to not have a manual, but laws are written, and explained, and we are able to understand them.

Autistic people are not at more risk to became criminals, but we are at more risk to be victims. And we are also more at risk to be segregated and ostracized from society for the immense number of wrong ideas society has on Autism.


Usar o autismo como defesa legal

Alek Minassian era um auto-proclamado incel que dirigia uma carrinha alugada contra dezenas de pedestres em Toronto, e a sua defesa legal é que seu estado mental foi prejudicado, visto que ele é autista. Alek matou 10 pessoas e feriu outras 16.

Esta defesa não é nova, pois Jason Berlin , condenado por violação, teve a sua sentença reduzida por dizer que é autista e que agora reconhece que a violação coletiva é errado. Também Lewis Vidler, que violou uma mulher quando ele tinha 16 anos. Jason Berlin, um “Pick-up Artist”, e seus amigos violaram uma mulher que encontraram bêbada. A vítima de Jason, Claire, disse no tribunal: “Estou com medo de que este diagnóstico de ASD seja a desculpa que todos os pick-up artists usarão no futuro”. Como mulher autista, tenho o mesmo medo.

Isso é muito prejudicial para todas os autistas, pois dá a ideia de que podemos ser violentos, pois já existem algumas ideias sobre isso divulgadas por alguns “investigadores”, devido ao mito falso de que pessoas autistas não têm empatia – link . Isso dá um precedente legal para que assassinos e violadores escapem impunes de infrações criminais, ou tenham suas sentenças reduzidas, por dizer que são autistas. Também pode fazer a sociedade pensar que autistas são perigosos, e as pessoas podem tender a restringir a nossa liberdade aos nos rotular como uma possível ameaça apenas por ter autismo.

Vários Grupos de defesa do autismo rejeitaram e falaram contra Alek e a sua nova defesa legal, alguns dizendo que “Não há psicose em ASD e nenhuma tendência a comportamento anti-social mais do que na população em geral.” disse o Dr. Peter Szatmari, Chefe do CAMH Colaborativo para Saúde Mental Infantil e Juvenil

“Na realidade, as pessoas no espectro do autismo e com outras deficiências têm muito mais probabilidade de serem vítimas de crimes do que os perpetradores”, disse o Autism Ontario num comunicado. “O mito de que o autismo causa comportamento criminoso é exatamente isso: um mito.”

Alek dirigia contra uma multidão não por ser autista, mas por causa de suas ideias sexistas originadas dos grupos de incels que frequentava, radicalizando-o para o assassinato de mulheres.

Na realidade, o autismo não é de forma alguma um precedente para ser um criminoso. Na verdade, um estudo mostrou que pessoas autistas têm menos incidentes de crime do que a população em geral, e a quantidade de pessoas violentas vai de encontro ao da população em geral. Obviamente, há muito estigma na sociedade, então se um assassinato for diagnosticado com autismo, e uma vez que a sociedade ainda marca o autismo como um problema mental, as ligações ainda serão feitas. Isso é absolutamente errado e não deve ser usado como desculpa para comportamento criminoso.

Tendemos a ser seguidores de regras. De forma alguma o autismo prejudica a capacidade de distinguir o certo do errado e, embora às vezes possamos questionar as ideias da sociedade e termos dificuldade para “nos encaixar”, estamos cientes da lei e do que é certo ou errado. Estou extremamente preocupada com esta nova defesa, porque ela enquadra o autismo como uma deficiência mental e com comportamento criminoso anti-social, adicionando outro mito à lista interminável de coisas contra as quais nós, ativistas, temos que lutar.

Embora tenhamos dificuldade com pistas sociais, estas mudam dependendo do grupo de pessoas com quem estamos, ou religião, ou país, e não são regras escritas da qual sentimos que não temos um manual, mas as leis são escritas e explicadas, e somos mais que capazes de as compreender.

Pessoas autistas não correm mais risco de se tornarem criminosos, mas corremos mais risco de sermos vítimas. E também corremos mais risco de sermos segregados e excluídos da sociedade devido ao grande número de ideias erradas que a sociedade tem sobre o autismo.