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COVID-19 Lockdown and Domestic violence

Data from Refuge

Since lockdown, domestic violence reports peaked in several countries. Obviously, lockdown didn’t caused the abuse, just exacebated it. Women are locked in a house with their abuser. With the pandemic, came money/job insecurities, health fears, reduced support and an increase of the amount of time women spend inside their home and away from other people.

According to World Health Organization, domestic violence reports might’ve increased until 60% in European countries.

A very disturbing statistic that UNWomen also provided is that before the pandemic less than 40% of women that experienced violence actually reported it or sought help. Less than 10% of women go to the Police for help. This statistics don’t come lightly. Women sometimes are stuck in financial dependance or the abuser uses their children as leverage. Also, we now have better support networks, but not long ago, if a women was going to the Police, they would just return her to her abuser. Although we have now incredible organizations in most countries, Governments need to do better to protect women. These numbers show clearly that we are still not doing enough.

If you or anyone you know is suffering through domestic violence, please visit https://www.nationaldahelpline.org.uk/ or call 0808 2000 247 (free phone call).


Texto em Português

A organização britânica Refuge registou um aumento de 66% nas chamadas para a Linha de Atendimento Nacional ao Abuso Doméstico e um aumento de 950% nas visitas ao site desde o início do confinamento.

Desde o início do confinamento, as denúncias de violência doméstica atingiram um pico em vários países. Obviamente, o confinamento não causou o abuso, apenas o exacerbou. Mulheres estão trancadas em casa com seu agressor. Com a pandemia, surgiram inseguranças com dinheiro/emprego, medos pela saúde, apoio reduzido e aumento da quantidade de tempo que as mulheres passam dentro de casa e longe de outras pessoas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, denúncias de Violência doméstica podem ter aumentado até 60% em países europeus.

Uma estatística muito perturbadora que a UNWomen também forneceu é que, antes da pandemia, menos de 40% das mulheres que sofriam violência realmente a relataram ou procuraram ajuda. Menos de 10% das mulheres vão à polícia em busca de ajuda. Esta estatística não vem de ânimo leve. Muitas mulheres ficam presas em dependência financeira ou o agressor usa seus filhos como ameaça. Para além disso, agora temos melhores redes de apoio, mas não faz muito tempo, se uma mulher fosse à Polícia, eles simplesmente a levavam de volta ao agressor. Embora agora tenhamos organizações incríveis na maioria dos países, os Governos claramente precisam fazer mais para as proteger. Estes números mostram que ainda não fazemos o suficiente.

Se você ou alguém que conhece sofre violência doméstica, visite https://apav.pt/ ou ligue para a 800 202 148 (grátis).

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Unpaid work during Lockdown

Data from Institute for Fiscal Studies and the UCL institute of education.

Unpaid work includes the time we do childcare, cook, transportation, do household chores or take care of family members. We already knew this work normally falls on the women, and that women do, globally, unpaid work valued in $10,9 trillions. In the UK this work contributes around £140 billions to the UK economy, more than the financial sector, according with UNWomen data and a Young Women’s Trust report.

With lockdown, childcare increased 35%, with schools and childcare services closed. Surprisingly, in case the father is in furlough, and the mother is working, they spend the same time on unpaid work, indicating that it still falls considerably on the women to do this work, even when is the only one working. In average, women did 2.3 hours more than fathers in childcare and 1.7 hours in housework.

Women were more impacted not only in unpaid work, but also in employment. Mothers were 47% more likely to have permanently lost their job or quit and 14% more likely to have been furloughed.

Men are now doing more unpaid work during lockdown than before, which is good news, and hopefully this extra work leads to equality in the household, but lockdown is clearly impacting women and men diferently and we need to ensure that all the work done for gender equality is not deleted due to this pandemic.


Texto em Português

O trabalho não remunerado inclui o tempo em que cuidamos das crianças, cozinhamos, usamos transportes, fazemos tarefas domésticas ou cuidamos de membros da família. Nós já sabíamos que esse trabalho normalmente recai sobre as mulheres e que elas fazem, globalmente, um trabalho não remunerado, avaliado em $10,9 triliões. No Reino Unido, este trabalho contribui com cerca de 140 biliões de libras para a economia do Reino Unido, mais do que o sector financeiro, de acordo com dados da UNWomen e de um relatório de Young Women Trust

Com o lockdown, o tempo com cuidados de crianças aumentou 35%, com escolas e serviços de assistência fechados. Surpreendentemente, caso o pai não esteja empregado e a mãe esteja, fazem o mesmo tempo de trabalho não remunerado, indicando que ainda cabe consideravelmente às mulheres fazer esse trabalho, mesmo quando são as únicas com emprego. Em média, mães fazem 2,3 horas a mais do que os pais em cuidados com os filhos e 1,7 horas em tarefas domésticas.

As mulheres foram mais impactadas não apenas no trabalho não remunerado, mas também no emprego. Mães têm 47% mais probabilidade de perderem permanentemente o emprego ou terem que deixar o emprego, e 14% maior probabilidade de ter que pedir assistência do Estado.

Os homens estão a fazer mais trabalho não remunerado durante o período de quarentena do que antes, o que é uma boa notícia, e esperemos que esse trabalho extra leve à igualdade dentro de casa, mas a pandemia está claramente a afectar as mulheres e homens de maneira diferente e precisamos garantir que todo o trabalho realizado para a igualdade de género não seja anulado devido a esta pandemia.